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14 abril 2026

TGV – Santo Ovídio


Sei que não estamos na altura de discutir este assunto, mas relativamente à estação TGV planeada para Gaia, se, em vez de Santo Ovídio ou Vilar do Paraíso, ela não existisse de todo?

Um TGV vale pela rapidez da viagem e as suas paragens devem ser muito limitadas. Fará sentido existir uma segunda paragem a cerca de 5km de Campanhã, num contexto completamente coberto por transportes públicos, incluindo metro? Indo aos exemplos de fora, em Paris, na saída para sudoeste, Nantes e Bordéus, a primeira possível paragem dos TGVs é em Massy, a mais de 15 km. Na saída para sul, para Lyon, a maior parte das circulações são diretas, algumas eventualmente parando no aeroporto de Lyon, também a mais de 15 km da estação do centro da cidade.

Com este critério, a paragem Porto-Sul do TGV ficaria para os lados de Espinho… O argumento de que as estações fora dos centros não funcionam, aplica-se certamente às que nascem entre beterrabas, pretendendo servir uma cidade 20 km acima e outra 30 km abaixo. Não é o caso da malha urbana em causa.

Uma estação em Gaia não será feita para servir os moradores da sua Avenida da República. Esses, que são poucos para a justificar, até têm linha de metro para irem até Campanhã. Os outros virão do Sul e, mesmo excluindo os egoístas que querem chegar em viatura própria, muitos precisarão de aceder por meio rodoviário, seja táxi, TVDE ou autocarro. Para esses, Santo Ovídio já é um calvário e pior ficará.

Sem questionar o trabalho e a competência da APA, uma decisão desta natureza não deveria estar dependente da sua palavra final. Na minha opinião, se não hã alternativa a Santo Ovídio, esganada à superfície e entalada na profundidade, mais vale não fazer.

01 dezembro 2025

Porto, Porto, Porto


Ir ao Porto, tirar umas fotografias. Certo, não faltarão na Invicta temas para dar o gosto ao dedo, mas…

Tantos turistas, não é? E como fotografar a cidade sem aparecer a ponte D Luís, a torre dos Clérigos ou serra do Pilar? E como colocar esta santíssima trindade iconográfica da cidade em fotos que não sejam iguais aos milhares de milhões já realizadas…?  

Parti com duas ideias alternativas e complementares. Procurar um registo a evidenciar a “overdose” turística e, antes ou depois, entrar pelos becos e quelhos supostamente menos expostos às incursões e longe do tal trio omnipresente.

Só que isto de fotografar é como caçar, ou talvez seja, dado que nunca saí a caçar. Vai-se por aí fora e logo se vê o que salta à nossa frente, a pedir o disparo.

E, pronto, lá saíram as fotos, das quais uma seleção está aqui. Se a santíssima trindade do bom Porto lá aparece, será por mero acaso.

19 janeiro 2024

O 25 de Abril no (FC)Porto


 Já tive oportunidade de dizer aí para trás que não me entusiasmo sobremaneira com as quezílias tribais do futebol, que o meu “clube” foi uma herança familiar e que minha vida apenas vi na ao vivo meia partida por eles jogada, há umas boas décadas.

Também já referi que não identifico o espírito e valores da cidade do Porto com os do FCP e, por tudo isso, não tenho muito interesse pela disputa à sucessão de Pinto da Costa.

No entanto…. No discurso de apresentação do candidato André Villas-Boas há uma frase que é má demais a ser verdade: “cortar com o ‘status quo’ existente, onde impera o medo e não se pode exprimir livremente o que se pensa sem ser ameaçado ou censurado”. Isto, a ser verdade, e aparentemente as ameaças de que tem sido alvo o simples candidato vão nesse sentido, não são coisa deste nosso mundo…

50 anos depois, a liberdade do 25 de abril vai chegar ao principal clube da liberal cidade do Porto? Mais vale tarde do que nunca…

07 setembro 2022

Quem vem e atravessa o rio


 “Vê um velho casario que se estende até ao mar”. Assim contava a bela canção sobre o Porto, sentido. Quem atravessava o rio, na Arrábida, não junto à serra do Pilar, via de um lado o casario e do outro a bela foz do rio.

Hoje essa vista está conspurcada por uma construção que vem de lá de abaixo até uma altura pornográfica. Que é isto, que mais parece um pesadelo, é real? E não se pode demoli-la?

01 abril 2022

Pequenas histórias


Tinha lá por casa um livro de crónicas perdido, num andar superior de uma estante e que não se me mostrava facilmente. O Pai Natal trouxe-me o aqui representado e foi o momento de ler os dois, do mesmo autor, Germano Silva.

O Porto, é o Porto. Uma frase que de concreto pouco diz. O Porto não é uma cidade de monumentos vistosos e de abasbacar. É uma cidade feita da grandeza de simples e frontal gente, de pequenas e significativas histórias, que lhe traçam no granito a identidade.

As crónicas de Germano Silva são simples histórias, de pequenos episódios, de perdidos recantos, de discretas passagens, mas de onde se constrói um belo quadro da chamada antiga, mui nobre, sempre leal e Invicta.

São pequenas histórias, mas muitas e diversas, ricas precisamente por essa diversidade e por um fio condutor que nos desvela o ser da urbe. Há quem diga que “a vida é feita de pequenos nadas”; uma cidade é feita, e muito, de pequenas histórias. Obrigado Germano Silva. Não voltamos a olhar para as ruelas e calçadas da mesma forma depois de o ler.

03 dezembro 2020

Alguma coisa acontece


Cantava Caetano Veloso que alguma coisa acontecia no seu coração, que só quando cruzava a Ipiranga e a Avenida São João…

Noutras latitudes, outras músicas, ou mesmo sem música, mas algo acontece no meu coração quando cruzo Passos Manuel e Santa Catarina, mesmo sem rimas e com uma toponímia muito menos sonante. Dispensando considerações arquitetónicas e históricas que não as sei fazer, aquele cruzamento tem algo de especial.

De um lado a Batalha, o meu porto de chegada ao Porto, durante muitos anos de transportes públicos; Santa Catarina, em boa hora pedonal, que rasga a cidade e onde se ancora uma boa parte do comércio tradicional; Passos Manuel que mergulha para o rio da Avenida, sendo que as ruas no Porto vão muitas vezes desaguar a rios e vales. E a subida para os “pobeiros” e para o porto mais profundo e popular, onde não há “spots” turísticos de nota e a cidade pouco mudou. Ali ao lado o Coliseu, onde tantos dias se ouviram coisas como o primeiro dia e a quem a cidade recusou o último dia. E depois, ao dobrar da esquina, o majestoso Majestic, agora a fechar as portas, indefinidamente.

A primeira reação é de um duplo lamento, pelo desaparecimento daquele espaço, de uma riqueza única no género e pelo que significa um café tradicional a menos na vida da cidade. Numa segunda vista, um café que cobra 5 Euros por um café, não é um café social da cidade. É um local a ser visitado por experiência, uma vez, em visita à cidade, que vive da rotação das experiências e da cadencia das aterragens em Francisco Sá Carneiro. Não seria possível “ter dado uma volta”…? Entre o Majestic fechado e o Imperial McDo, nem sei que diga.

19 novembro 2019

Ser Cultura



Talvez, para alguns, seja maior referência o “Mudam-se os tempos…”, ou o “Cantigas de Maio”, ou “Os Sobreviventes”. Para mim é o “Ser Solidário” e um concerto no Coliseu a acabar mais tarde do que o do último comboio “decente”. E a primeira vez em que vi uma ponte para um fado, decente. E, mais tarde, o reencontro nos “Três Cantos”.

Hoje, certamente, o “FMI” teria uma escuta diferente, não por simpatia pela dita cuja instituição, mas porque … ainda bem que o mês de novembro aconteceu, pela liberdade.

Mas a altura não é para essas considerações. É para recordar e homenagear uma grande figura da cultura portuguesa. E essa coisa da cultura é maior do que o resto.

06 março 2019

À moda do Porto


No último verão passei pela Lello pela primeira vez depois de ela estar no roteiro turístico, com entrada paga e tudo. O facto de fazer parte dos locais obrigatórios a visitar na baixa da Invicta, levanta algumas reflexões.

É uma evidencia de que a cidade não tem assim tantos pontos de chamada atração turística, como talvez seria de esperar numa cidade centenária e muito fortemente identificada com a personalidade do país (desculpem lá as outras). Citando Alexandre Herculano:

“Rudeza e virtude são muitas vezes companheiras; e entre nós, degenerados netos do velho Portugal, talvez seja elle [o Porto] quem guarde ainda maior porção da desbaratada herança do antigo caracter português no que tinha de bom, e no que tinha de máu, que não passava de algumas demasias de orgulho.”

“Um carácter de honra granítica, uma tonalidade sóbria e altiva de quem emergiu na afirmação do poder à custa do trabalho desenvolto, um tratamento (...) com sabor a maresia, uma alma patente, bom coração, generoso, leal”


Porque uma simples livraria se tornou numa etapa indispensável dos locais a visitar na cidade? Não é mau ser uma livraria e não será assim tão simples, mas… Talvez por o carater do Porto não residir em palácios, que quase não existem, nem se espalhar por salas de visitas.

Não faz mal os turistas visitarem a Lello, mas não procurem a cidade por aí. A sua assinatura está por outros lados, não necessariamente em locais onde se entra por uma porta.

11 dezembro 2017

Outro timbre



Numa destas tardes, ao deambular pela “Imbicta”, sugeriram-me dar um salto a Miguel Bombarda, haveria por lá coisas interessantes, e eu fui.

Uma das coisas interessantes que gostei de ver, foi uma exposição de aguarelas de Paulo Ossião na Ap’arte. Não entendo nada da técnica, nem do fino, nem do grosso e nunca tinha ouvido falar do senhor. Estou, portanto, à vontade para dizer barbaridades, sem me preocupar com o que pensem do que eu penso neste capítulo.

A imagem do Porto está, em geral, associada ao cinzento do granito, ao difuso do nevoeiro, à humidade atlântica. Tempos houve em que eu atravessava diariamente o rio, junto à serra do Pilar, e reconheço bem “esse timbre pardacento, de quem mói um sentimento”.

O “Olhar sobre o Porto”, das aguarelas em questão é mesmo sobre Porto. Disso não há nenhuma dúvida: cheiram a Porto de cima a baixo. No entanto, há ali uma luz, uma vida, uma vitalidade, um burgo nada sombrio. Dei por mim a sorrir ao percorrê-las, ao ver aquele Porto colorido, luminoso, esbatido numa luz talvez mais meridional, e transmitindo a imagem de uma cidade belíssima, que também é a minha.

25 novembro 2017

Chateia-me…


Desculpem lá os religiosos e/ou tribalistas, mas este António Costa está a sair diferente do (mau) padrão habitual dos nossos políticos. É que ele ou é burro ou faz-nos de burros. E isso chateia-me…

Há uns tempos, voltou de férias descansado para anunciar tranquilamente que as armas roubadas de Tancos eram “inofensivas”, por prazo de validade expirado, num misto de: confiem em mim, eu sei coisas que vocês ignoram, e, se for preciso, também sou o pai Natal.

Temos agora a “ponderada” decisão da mudança do Infarmed para o Porto. Estava já prevista? Se sim, foi um segredo bem guardado. Se a ideia era fortalecer a candidatura do Porto à EMA, podiam ter contado a alguém. Assim, ficou tipo arma secreta excessivamente secreta. Chatice é ter 350 funcionários, são um detalhe que se verá (e pagará) a seguir. Depois de tanta precipitação, perdão, ponderação, diz o senhor que há tempo para fazer a mudança.

As boas regras mandam ponderar e planear atempadamente e depois realizar rapidamente. Aqui, é ao contrário. Decide-se rapidamente (atabalhoadamente) e depois ir-se-á fazendo lentamente ou, eventualmente, não fazendo. Chama-se subdesenvolvimento, mas a culpa da cepa torta será sempre de Berlim ou de Bruxelas.

PS : Isto é diferente de haver alunos em Bragança e ninguém querer ir para lá e de uma empresa deslocar uma atividade e quem quer vai, quem não quer sai.

02 outubro 2017

Grande Porto, pobre Oeiras


Rui Moreira ganhou com maioria, confirmando que a sondagem onde aparecia empatado com Pizarro era mesmo assaz enviesada. Para esta vitória ajudou a espécie de desistência do PSD, mas se pensarmos na forma despudorada como certa comunicação social passou a atacar o candidato depois do divórcio com o PS e nas maquinações da máquina deste partido, só se pode dizer que, mais uma vez, a cidade do Porto mostrou que não vai em futebóis.

Oeiras foi pragmática. Aparentemente, rendou-se ao “roubo, mas faço”. Neste caso das autarquias, este (esta falta de) princípio tem uma particularidade. Os fundos vêm do país e o beneficiário é o concelho. Rouba-se a todos e faz-se para os nossos. De realçar que Oeiras não é uma terreola perdida, tosca e atrasada, submetida ao poder de um cacique local ou onde possa funcionar uma cumplicidade tribal, muito pelo contrário! Vergonha para vocês, eleitores de Oeiras.

14 abril 2017

Diferenças


Gostamos muito de dizer mal dos alemães, daqui a 50 séculos ainda os estaremos a estigmatizar pelo nazismo, apesar de eles terem resolvido essa sua herança de uma forma quase exemplar, e invocaremos muitas outras coisas, mais do campo da inveja do que do campo do racional e dos princípios.

Ficamos escandalizados por um holandês, daqueles piorzinhos, que gostaria de ser alemão, mas não o é, vir lembrar que receber ajuda também implica obrigações. O dinheiro que recebemos não foi para mulheres e copos, principalmente. Mas algum foi para os copos lá no sul de Espanha onde muitos dos nossos bravos chavalos não viram nada de especial em termos de estragos, apenas paredes riscadas… o que, aparentemente, é uma coisa perfeitamente normal.

Voltando aos alemães, temos nas notícias destes dias a solidariedade dos adeptos do Mónaco com o ataque ao Borússia e os alemães a abrirem as casas e a oferecerem hospitalidade aos monegascos. Foi bonito e uma bofetada de luva branca aos energúmenos que acham que conseguem mudar o nosso mundo. Neste caso, mudaram para melhor.

Por cá, vimos os adeptos de um clube da minha cidade, com o qual (clube) não me identifico, cantarem qualquer coisa como “Ai quem me dera que o avião da Chapacoense fosse do Benfica”. Coisa pontual e não significativa? Não! Vejam o Canelas, do meu concelho (bolas!) e o seu registo de incivilidade de há largos meses e que só se “descobriu” agora, depois de enviarem um árbitro para o hospital.

Continuemos, portanto, a fazer piadinhas com a Sra Merkel e a insultar o Sr Schauble, os culpados disto tudo, que vamos bem…

05 abril 2017

E é sempre a primeira vez


Obrigado Rui Veloso e Carlos Tê pelo belo hino a esta “Porto Calle”, que tantos anos depois ainda e sempre nos emociona. Sim, “Porto Calle”, porque separar as duas, só por bacocada política, muito pequenina para a grandeza do local.

Onde praticamente não há palácios, porque de nobre só o atributo no mui claro lema. Preguiçosos, presunçosos e parasitas não são bem-vindos, contas pagas na hora e sem complicações e, mesmo no auge das trevas, a inquisição foi impedida de queimar gente nas ruas.

O milhafre ferido na asa, parece que voltou a voar, mas mais do que as distinções e as classificações e o ser o mais isto ou o mais aquilo, a primazia não está na beleza, que é como os chapéus, há muitas; o fundamental é saber ser livre, como tantas vezes o demonstrou.

04 outubro 2016

O encanto da segunda linha


O que têm em comum Mértola no Guadiana, Silves no Arade, Alcácer do Sal no Sado, Montemor-o-Velho no Mondego e até mesmo Santarém no Tejo? São as cidades de segunda linha nos respetivos rios e todas elas, mais tarde ou mais cedo, foram perdendo importância, ou por alteração dos circuitos comerciais, ou por consolidação e garantia de segurança contra a pirataria nas suas correspondentes, mais expostas na costa.

As cidades de segunda linha têm o encanto do que já foi. De uma certa forma pararam no tempo ou o tempo principal passou a correr desviado delas. Nas suas ruas, hoje menos do que já foram, correm cheiros de outros tempos. As ruas antigas fluem e cruzam-se sem pressas, irremediavelmente ultrapassadas. Os cais já não se vêm, ou se se existir algo mais do que a sua memória não terão barcos ou, se os houver, não estarão atarefados a carregar e a descarregar mercadorias.

Eu gosto de cidades de segunda linha, desamparadas. A sua despromoção ensina-nos. A evolução é complexa e muitas vezes imprevisível; a riqueza é construída e também tributária de circunstâncias não dominadas; o decair pode não significa acabar, mas recomeçar de outra forma.

Curiosamente, para o Douro não existe nenhuma cidade de segunda linha nas suas margens agrestes. Foi o rio que não deixou ou o Porto que não precisou? A primeira urbe interior intrinsecamente ligada ao rio surge apenas no Peso da Régua, mas o seu desenvolvimento é relativamente recente e num contexto muito específico. As cidades da bacia do Douro, Penafiel, Amarante, Lamego e Vila Real, não estão nele mas nos afluentes e não puseram (julgo eu) barcos na água. Um rio diferente.

27 março 2016

Ultimum moriens


Definição médica: Aurícula direita do coração, a última parte do órgão que se contrai antes da sua paragem completa.

Em sentido figurado: A última coisa a morrer.

Alexandre Herculano: A cidade do Porto é o ultimum moriens da antiga têmpera do caracter português.

22 fevereiro 2016

Voar de Vigo


Deu direito a muita polémica e até a incidente diplomático entre tripeiros e galegos (autarcas) a TAP anunciar a ligação Vigo-Lisboa, algo que supostamente ia colocar o aeroporto do Porto a ver passar os galegos a voar.

Ora bem, segundo entendi só de Vigo para Madrid existem 4 a 5 voos diários da Ibéria e 4 da Air Europe. Ou seja, aparentemente, os galegos utilizadores do aeroporto do Porto não aderem a essas ligações. Acrescentando agora mais um ou dois voos a Lisboa, que diferença fará na prática? Um galego que queira voar para um hub e daí seguir viagem, que vantagens terá em ir a Lisboa, face a Madrid ou outras alternativas como Barcelona, já existentes?

Não haverá aqui alguma precipitação?

28 dezembro 2015

Porto e Lisboa

O Metro do Porto funciona concessionado desde a primeira hora e poucos se queixam. O Metro de Lisboa não pode deixar de ser empresa pública, de greve em greve, e tem raiva de quem não o seja. Tanto assim é que uns senhores de Lisboa já decidiram que o Metro do Porto não deve ser mais concessionado.

O Porto de Leixões funciona bastante bem. O de Lisboa anda de greve em greve, a ponto de importantes armadores de lá saírem. Os postos de trabalho diretos e indiretos ameaçados e o investimento potencialmente enterrado não parecem ser um problema significativo.

O serviço de prevenção de neurocirurgia ao fim de semana funcionava no Porto (e em Coimbra). Em Lisboa não era possível e foi possível alguém morrer por isso…

A capital será Lisboa mas os bons exemplos não parecem vir dali.

06 abril 2015

Nascente e foz

As estações de comboio tradicionais estão no centro das cidades, mas não lhes pertencem.

São foz e nascente de um rio por onde o mundo lhes chega e as suas gentes partem. Têm a magia das partidas e as emoções das chegadas. Também, por vezes, são casa improvisada para quem não a tem e as suas vizinhanças locais duvidosamente frequentados porque quem um dia partiu e está hoje sem ter onde chegar. Um mundo à parte.

Segundo esta classificação, que vale o que vale, das 10 mais belas no mundo, 2 são portuguesas.


14 fevereiro 2015

A saudade é


A saudade é a dor cravada de acreditar que, noutro lugar, um outro tempo nos espera.

Porto de Leixões