No mesmo dia em que a SIC apresentava a versão “D. Juanesca” de Salazar, que não vi, folheei numa livraria mais um romance histórico que tão na moda estão, desses recheados de revelações bombásticas de segredos bem escondidos. Neste caso, tratava-se de uma tal “História Secreta de D. Sebastião” por uma tal Sónia Louro. Claro que é um tema apelativo. Infelizmente um simples folhear das páginas mostra que Sónia Louro escreve mal, ou que o revisor estava muito distraído. Vendo o curriculum e a idade da mesma fica-se a pensar: onde é que esta arranjou assim do pé para a mão tanto material secreto…?!
O que João Aguiar escreve em romance histórico sobre Viriato, Sertório ou Prisciliano eu leio e dou crédito. Agora que um fedelho/a se ponha para aí a escrever sobre figuras históricas como quem conta as férias secretas do Cristiano Ronaldo ou revela o último amante plebeu de Estefânia do Mónaco e lhe chame “histórico”, isso já é um abuso.
Obviamente que o sucesso é grande porque da mesma forma como o povo adora saber tudo sobre as férias do Ronaldo e os plebeus da Estefânia, também achará giro ler assim umas coisas diferentes sobre aqueles que andam por aí majestosamente instalados em pedestais públicos e com o nome nos títulos dos capítulos dos manuais de história. Se isso ajuda a conhecer a história, já é outra questão e aparentemente pouco relevante para quem escreve, publica e lê estes romances históricos "light"s.
Bom, apesar de tudo fico curioso em saber se realmente o tosco de S. Comba era assim um predador … Seguramente que, depois deste pontapé de saída da SIC, livros “históricos” sobre o assunto não irão faltar. Se esclarecem ou não, é outra questão. Ao fim e o cabo uma mentira divertida é sempre mais interessante do que uma verdade enfadonha. Saber? Conhecer? Para que serve? Que valor tem?
O que João Aguiar escreve em romance histórico sobre Viriato, Sertório ou Prisciliano eu leio e dou crédito. Agora que um fedelho/a se ponha para aí a escrever sobre figuras históricas como quem conta as férias secretas do Cristiano Ronaldo ou revela o último amante plebeu de Estefânia do Mónaco e lhe chame “histórico”, isso já é um abuso.
Obviamente que o sucesso é grande porque da mesma forma como o povo adora saber tudo sobre as férias do Ronaldo e os plebeus da Estefânia, também achará giro ler assim umas coisas diferentes sobre aqueles que andam por aí majestosamente instalados em pedestais públicos e com o nome nos títulos dos capítulos dos manuais de história. Se isso ajuda a conhecer a história, já é outra questão e aparentemente pouco relevante para quem escreve, publica e lê estes romances históricos "light"s.
Bom, apesar de tudo fico curioso em saber se realmente o tosco de S. Comba era assim um predador … Seguramente que, depois deste pontapé de saída da SIC, livros “históricos” sobre o assunto não irão faltar. Se esclarecem ou não, é outra questão. Ao fim e o cabo uma mentira divertida é sempre mais interessante do que uma verdade enfadonha. Saber? Conhecer? Para que serve? Que valor tem?
