O espetáculo que estamos a assistir nos EUA com uma figura chamada Donald Trump, parece saído de um filme de ficção e dos pouco verosímeis. Leio que os Republicanos até já estão a entrar com ações em tribunal para preparar a contestação a uma eventual derrota. Esperemos que as instituições americanas sejam suficientemente robustas para aguentar estas e outras investidas. Uma coisa é ter esse senhor como Presidente, outra coisa é a democracia e o Estado de Direito se degradarem num país com a importância deste…
É chocante como esta figura pode um dia figurar numa galeria
ao lado de gente como, por exemplo, Abraham Lincoln ou Franklin Roosevelt. A
questão é que não se assiste a uma transição direta de líderes cultos,
esclarecidos e verdadeiramente mandatados pelo povo para o interesse do povo,
para estes tristes populistas fanfarrões e desrespeitadores das instituições. E
também o problema não é específico e isolado dos EUA. Em maior ou menor escala,
atacas várias democracias, já que quanto a isso as ditaduras têm problemas de
outra natureza.
Se olharmos para as realidades mais próximas, que melhor
conhecemos, é forçoso reconhecer a diminuição das qualidades e da seriedade dos
líderes democráticos, cada vez mais preocupados com o poder pelo poder e só
aparentemente comprometidos com o bem-estar e o desenvolvimento dos seus
cidadãos. Digamos que estes “reis” andam a perder peças de credibilidade de
forma contínua e irreversível…
E quando se descobre que o rei vai nu… entra o bobo!
Não é questão de ideologia, embora ela possa vir atrás, é
questão de dinastia. É apenas descrédito das “famílias reais”…