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20 fevereiro 2026

Esquerda, direita e o resto

Tempos houve em que as diferenças ideológicas existentes nos partidos do arco do poder eram mínimas. Pouca gente estava interessada numa mudança radical do modelo político e social e as opções eram tomadas em função da competência pressentida nos candidatos. O voto de protesto consistia em alternar o inquilino de S. Bento entre o PS e o PSD.

O mundo mudou, entretanto, e esses inquilinos não entenderam que precisavam de mudar práticas, mais práticas do que princípios, para continuar a merecer a confiança do eleitorado. O protesto deslizou então para extremos, mais radicais, que numa primeira fase foram ignorados pelos estabelecidos, já que traziam propostas irrealistas e mesmo perigosas para valores sociais fundamentais e “consensuais”.

No entanto, a rejeição dos extremos, os famosos cordões sanitários, foi sempre muito mais exigida à direita do que à esquerda. É crime louvar Hitler, e bem, enquanto admirar Estaline será apenas uma exótica demonstração de coerência.

Em Portugal, o jogo mudou com a geringonça Costista. Com o objetivo de alcançar o poder, decretou-se uma fraternidade de “Esquerda”, mesmo quanto relativamente a temas tão fundamentais como projeto europeu, moeda única, defesa e Nato muito pouco havia em comum entre os supostos “irmãos”. Os custos desta aliança ainda estão a ser pagos, no buraco da TAP, no tempo de trabalho da função pública e no descontrolo migratório, este último o grande combustível do populismo de extrema-direita.

“Não é não”, dizia então o PSD quanto a eventuais acordos com o Chega, entre aplausos e desconfianças. O cordão sanitário à direita tornou-se uma exigência dramatizada e um suposto bloco de “Direita”, de que se começou a falar depois das legislativas de 2025, era coisa (ainda?) algo clandestina. As razões para essas reservas são naturais. Para lá dos toques xenófobos e racistas do Chega, os seus programas concretos são altamente incompatíveis com os da AD e da IL. A reclamação de Ventura de liderança da direita, no âmbito das presidenciais, é um sem sentido, sendo que insensatez não parece ser argumento que o perturbe.

Hoje não podemos falar numa divisão simples direita-esquerda. É mais complexo, há mais dimensões. O que continua e continuará a ser relevante será a personalidade e seriedade dos líderes. Aqui André Ventura tem várias deficiências. Continua a ser o “puto reguila” que diz o que bem lhe apetece, que o que disse ontem pode não contar para hoje, em permanente autopromoção despudorada, para quem a indignação desculpa todas as imprecisões factuais, para quem a premência de alguns temas pontuais dispensa apresentar um projeto global coerente. Enfim, falta-lhe integridade e integralidade. Enquanto não o conseguir, lidera o megafone, mas não é suficiente para ir mais longe com um mínimo de eficácia. Certamente que isto não é razão para o restante espetro político esperar poder continuar tranquilamente num “mais do mesmo”.

 

20 janeiro 2026

Quo vadis PSD?


A evocação recorrente nesta campanha da inspiração do brilhante Sá Carneiro, evoca um ponto comum com a de 1981. A de um grosseiro erro de avaliação na escolha do candidato presidencial e de que os partidos não são donos absolutos do seu eleitorado nas Presidenciais. Acharam mesmo que Marques Mendes tinha postura para os portugueses o reconhecerem como Presidente e que nomeá-lo candidato bastava?

O PSD perdeu e não dar indicação de voto para a 2ª volta é curioso. Para Montenegro é indiferente ter Seguro ou Ventura em Belém? Olhe que não, olhe que não… Se podemos começar por falar apenas nas facilidades/dificuldades da governação, passando para o domínio dos princípios, ainda mais clara deveria ser a imagem. Ventura vai continuar a pedir e a defender os três Salazares?

Mais tarde ou mais cedo o PSD terá que decidir e assumir com quem quer preferencialmente estar. Se com o PS expurgado do Costismo (herdeiro e órfão do Pinto de Sousa) ou com o Chega. Decidam e assumam.

14 setembro 2025

Ligeireza ou má-fé

 

Penso ser absolutamente evidente para quem intervém no espaço público que a preocupação com o rigor fatual do que se diz/escreve é diretamente proporcional à qualidade da intervenção, além de uma certa irreversibilidade, uma vez publicado, jamais completamente apagado.

Hoje, com escassos segundos num motor de busca pode-se esclarecer, detalhar e precisar “tudo”, haja vontade. Neste meu espaço, que não tem a dimensão nem a responsabilidade do de um partido político, é muito frequente por trás da janela de edição de texto, estar simultaneamente aberta a de um motor de pesquisa, para confirmar qualquer ponto em dúvida.

Tudo isto vem a propósito dos propósitos do senhor da imagem sobre a viagem do nosso PR a um festival de hambúrgueres. Se a viagem lhe “cheirava” a despropositada, só tinha que se ir informar, até para fazer uma intervenção mais esclarecida e eficaz. Se não se lembrou de o fazer, é incompetente; se achou que era irrelevante confirmar, o importante era fazer fogo, não é sério…

Quando foi confrontado com o caricato da sua figura, ainda conseguiu atirar a culpa para a falta de um trema e que se não era por esta, era pelas outras, dado que o PR tinha feito 1500 viagens. Mais uma em que não foi ao Google, parece que o número real tem um zero a menos…

Se se propõe limpar Portugal, pode começar por limpar do seu mapa estas faltas de honestidade intelectual…. É uma vergonha, senhor deputado.


11 setembro 2025

Recentemente Chegado ?


O senhor acima representado chama-se Eduardo Teixeira e foi durante algumas décadas figura de proa do PSD em Viana do Castelo e no Alto Minho.

Chegou a deputado por esse partido em duas legislaturas (2011 e 2019). Apresentou-se à liderança da Câmara Municipal de Viana por duas vezes, sem conseguir entusiasmar nem convencer o povo.

Em 2024 passou para o Chega, entrando de novo para o Parlamento, para outra bancada, feito que repetiu nas últimas legislativas. Agora vai ser candidato de novo à Câmara de Viana, pelo seu novo partido.

Antes de mais, este e outros apresentarem-se ao eleitorado para 4 anos no Parlamento e escassos meses depois, já estarem de potencial saída para outro “combate” eleitoral, é defraudar os eleitores. Não é caso único, infelizmente…

Depois qual a “mudança” que este senhor se propõe realmente trazer, para lá da cor das bandeiras nas arruadas? Do pouco que o ouvi, não vi nada de novo nem entusiasmante…

26 junho 2025

Se isto não é promover o Chega…

 “Peritos do Conselho da Europa, a Comissão contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) instam as autoridades portuguesas a assegurar condições de habitabilidade a longo prazo decentes e seguras às pessoas de etnia cigana” (relatório publicado a 18/6/2025).

Desculpem lá, mas qual a razão para as nossas autoridades se preocuparem especificamente com habitação digna para os ciganos? Os não ciganos que tratem e façam pela vida e respetiva habitação decente e segura por eles próprios? Por que razão cidadãos que estão há dezenas de anos e há várias gerações estabelecidos em Portugal, necessitam de discriminação positiva?

Sobre os imigrantes, poder-se-á entender ser necessário uma “ajuda” na integração, mas, mais uma vez, com peso e medida. Se há tantos residentes em Portugal a ter dificuldade em obter habitação decente e viável, faz sentido dar prioridade a quem acabou de chegar para entregar pizzas ao domicílio, baratinhas?

21 junho 2025

E se Adérito Lopes fosse trolha?

Toda violência é condenável e um ato concreto pode ter atenuantes ou agravantes conforme o contexto e as motivações em causa. Todo o cidadão tem o dever de ser protegido e de obter justiça, independentemente da sua situação social ou outra. Não há castas.

Quanto à recente agressão ao ator Adérito Lopes, parece-me haver claramente uma diferenciação difícil de justificar. Foi um ato condenável, sem a mínima dúvida, mas entre todas as agressões e crimes que infelizmente ocorrem diariamente, porque este teve direito a tanta ressonância? Se Adérito Lopes fosse um trolha a entrar num estaleiro e agredido no mesmo contexto, as reações seriam as mesmas?

Podemos dizer que sendo um ator, ligado à cultura, há um simbolismo especial. Então a agressão a Filipe Araújo, vice-presidente da CM do Porto, foi um ataque ao poder local, a merecer a mobilização solidária de todos os autarcas…?

Outra diferenciação tem a ver com a identificação do agressor. Quando se trata de um membro de uma comunidade eventualmente polémica, como africano, cigano ou imigrante, há um cuidado cirúrgico da comunicação social em omitir esse detalhe, para evitar “generalizações”. Quando se trata da extrema-direita, chega a ser noticiada a simples especulação de “com suspeitas de ligação à…”.

Que fique claro que abomino todo o tipo de iniciativas “musculadas”, independentemente da cor dos atores, mas quando há esta desproporção no tratamento dos casos, estamos perante uma diferenciação da justiça conforme as castas em jogo e, a prazo, acabamos a “beneficiar o infrator”.

20 maio 2025

Habituem-se…?

 

Nestas eleições vimos uma preocupante subida de um populismo irresponsável, cuja força, no entanto, não é a ideologia. Esta pouco é escrutinada e muitos preferem colocar simplesmente a etiqueta de “extrema-direita” (como antes se “lutava” colando etiquetas de “fascista” ou “neoliberal”…). Seria mais eficaz pôr a nu a sua inconsequência e falta de qualidade dos seus quadros do que infantilizar o eleitorado,

Quanto à queda do PS, não resisti em revisitar uma famosa entrevista de António Costa à revista Visão, regiamente instalado em cima da sua maioria absoluta em dezembro de 2022. Para lá de várias mensagens sobranceiras e arrogantes, Costa proclamava: Habituem-se vamos cá estar assim por quatro anos, independentemente de casos e casinhos que não interessam verdadeiramente ao “país real”. Ainda não passaram 3 anos sobre essa data e o país real mostrou não se habituar.

É evidente que o perfil do Pedro Nuno Santos não ajudou. Se o PS foi importante na fundação da nossa democracia, não o foi com lideranças deste perfil e nunca em irmandade com partidos de vocação totalitária.

O Chega tem/teve um eficiente papel destrutivo, mais por demérito dos outros, que se puseram a jeito, do que por mérito próprio. Papel eventualmente positivo, correspondente à responsabilidade que a sua nova dimensão exigiria, é difícil de o imaginar neste momento.

Estas eleições mostraram que o eleitorado não se habitua a tudo, em parte felizmente. Será o momento de os intervenientes responsáveis refletirem que é preciso mudar algo seriamente, senão serão mudados eles e o resultado, para o país real, pode não ser positivo.


12 maio 2025

O major Tomé e o general André

Nos tempos em que os extremismos não estavam muito na moda, havia um deputado único de extrema-esquerda no Parlamento, da UDP, um dos percussores do Bloco de Esquerda. Inicialmente Acácio Barreiros, que acabaria por migrar para o PS, e depois o major Tomé. Recordo-me de uma reflexão na altura, de ser positivo ter um deputado com este perfil, para maior amplitude das discussões, mas que um chegava porque uma eventual aplicação prática dos seus propósitos não levaria o país a bom destino.

Hoje os extremismos estão mais normalizados, até já os vimos a condicionar fortemente um programa de governo, e em 2019 apareceu o “major Tomé” da direita, André Ventura, que enquanto deputado único acabava por ter um papel algo semelhante aos dos seus predecessores do outro extremo da sala.

A grande diferença é que o Chega foi crescendo, mais por demérito dos outros do que por mérito próprio, e chegou aos 50 deputados. O que não mudou é que apesar de estarem 49 pessoas atrás do líder, não conseguimos deixar de ver um partido mono personalidade com um general André que não sabe muito bem o que pode fazer com as suas tropas, para lá de o seguirem no “ser contra”… no que der jeito ser contra.

Uma das grandes incógnitas das próximas eleições será a dimensão da representação parlamentar do Chega. Tendo já ficado provado de que não possui quadros nem consistência para ser parte ativa e responsável nas soluções de governação, serão deputados perdidos, dado que o general André sozinho chega e sobra para a função que o partido tem desempenhado.

25 janeiro 2025

As malas e as mães


A atualidade nacional tem andado entretida estes dias com as malas do Chega e as mães do Bloco, desenvolvendo-se algum paralelismo. Se quisermos ir ao fundo e ao sério, o que está em causa, em termos políticos, é completamente diferente.

O deputado do Chega rouba malas no aeroporto por ele, para ele. Não tem instruções do partido, nem este beneficia e até se desmarca rapidamente. A culpa do Chega será não ter escrutinado a pessoa e ter elegido um cleptómano.

No caso do Bloco, o cenário é muito diferente, porque está em causa a direção do partido. É um assunto de foro institucional, onde a primeira reação do partido é gritar por “cabala política” e apresentar queixa à ERC. Para lá dos detalhes (i)legais da dispensa das funcionárias, há um pragmatismo, frieza e desumanidade, daqueles que o BE acusa o grande capital, mas que não se coibiu de fazer igual e de tentar esconder, atacando o mensageiro. Muito mau.

O Chega estará a sofrer as consequências de ter um grupo parlamentar precipitadamente escolhido e díspar em muitas dimensões. O BE descobriu que, na prática, o radicalismo combina mal com a necessidade de pagar contas no fim do mês, mas que há capitalistas mais humanos, há…

08 abril 2024

Os extremos

Eu ainda sou do tempo em que havia dois partidos do chamado arco da governabilidade que, apesar de algumas diferenças nos seus programas, tinham uma visão consensual sobre o modelo de sociedade e do papel do Estado. As opções eram feitas, mais pela competência das equipas e respetivos líderes do que por opções ideológicas.

Os extremos e seus modelos não entravam nas equações de poder. Do lado esquerdo, haveria ainda no PS memória de 1975 e era patente o “não arrependimento” de quem tinha tentado boicotar a liberdade e a democracia; do lado direito a extrema-direita ideológica pura e dura, à la Mário Machado não tinha e continua a não ter expressão.

Isto mudou com uma nova geração no PS, que não viveu 1975, e que descobriu afinidades com quem é contra a Nato, contra o Euro e o projeto europeu e com simpatias por regimes brutais e iliberais. Esta familiaridade, aliada ao oportunismo de A. Costa, em 2015 fez nascer o conceito de uma tal esquerda em “bloco”, como se houvesse enormes afinidades entre um PS europeu social-democrata e apoiantes de Rússias, Venezuelas, Coreias do Norte, etc.

A incompetência em governar e incapacidade de entender como o eleitorado não aceitava alegremente a impunidade dos casos e casinhos, fez nascer e crescer outro “bloco” – o da contestação pura e dura. Se bem que ao catalogar o Chega, ele fica naturalmente do lado direito, o milhão de pessoas que por eles votou não são potenciais camisas negras, prestes a marchar atrás de uma suástica ou sair à rua para espancar estrangeiros em esquinas sombrias.

É claro que dá jeito associá-lo à extrema-direita tóxica, como forma de o desclassificar, mas a toxicidade do partido não é ideológica. É “pratica”, ou, mais concretamente, num populismo irresponsável e inconsequente, se bem que, infelizmente, não são os únicos irresponsáveis no campeonato. Insistir que a origem e o problema, e sucesso, do Chega está na ideologia da extrema-direita, na xenofobia, racismo e afins, é continuar a não entender nada!


04 abril 2024

E aqui CHEGAmos

Boa tarde a todos. Depois de alguma ausência, justifica-se um pouco de informalidade e, já agora, também, de desculpas pelo atraso.

Vivemos, entretanto, uma campanha eleitoral sob o signo do chega para aqui, não chegues para ali. Questiono-me o que ela teria sido, especialmente da parte do PS, caso não existisse essa coisa em forma de partido. Não prometia grande coisa e pequena coisa gerou.

Alguns disseram que a “culpa” do imbróglio resultante é do PR, por ter dissolvido o Parlamento. Se, efetivamente, a composição da nova assembleia fossa idêntica à anterior, poderíamos ter concluído que Marcelo nos tinha feito perder tempo e energias, mas tamanha mudança, significa que ele tinha razão em pedir aos eleitores para se (r)expressarem e a democracia tem destas coisas – não são as elites que as decidem.

Sobre a representatividade e coesão, podemos questionar se será justo Lisboa e Porto elegerem na ordem das 4 dezenas de deputados cada um e Beja e Bragança três. Já agora, os eleitores das grandes metrópoles conhecem mesmo os seus representantes, para lá dos cabeças de lista e um ou dois mais?

Sobre a (não)personificação e identificação dos eleitores com os candidatos, não deixa de ser curioso que, aqui mesmo ao lado, em Viana do Castelo, o partido anti-anti-sistema tenha elegido o seu cabeça de lista, Eduardo Teixeira, crónico candidato derrotado à Câmara Municipal de Viana do Castelo pelo PSD e muito, muitíssimo gente do sistema… encarta um espírito de rutura? É com ele que vamos “Limpar Portugal” ? Ainda sobre os eleitos pelo Chega é também curioso que o da emigração Europa, escreva e publique em idioma híbrido, 90% português, 10% francês. Sem menosprezo pelos méritos específicos que o senhor possa ter, um deputado devia, no mínimo, expressar-se corretamente na língua de Camões.

Enfim, aqui CHEGAmos e dizem alguns que faltou pedagogia democrática. Ah! Este povinho que se recusa a ouvir e a seguir os grandes educadores iluminados! Recordo-me de uma entrevista do PM cessante em que do alto da sua maioria absoluta ele dizia: . “Habituem-se!” e para quem o fedor que exalava da sua proximidade era coisa de casos e casinhos, que interessavam apenas a uma minoria de comentaristas mexeriqueiros e invejosos.

O crescimento do CHEGA não é salutar e nem é principalmente pela ideologia professada. Em primeiro lugar porque não a tem. Não há consistência ideológica: é contra e a favor do que lhe der jeito e votos ser. Depois, e em boa parte por isso, porque os seus 50 deputados estão longe de ser um grupo com um mínimo de coesão. Aquela coisa em forma de partido tem alguma virtude em dizer o que está mal, de uma forma que outros não o dizem, mas um partido é suposto ser mais do que isso. Coerência e realismo programático não existem, daí que, mesmo expurgando os seus tiques pouco civilizados – vade retro satanás –, não me parece viável nenhuma forma de cooperação institucional séria e consistente com o mesmo.

Quanto ao suposto caráter antidemocrático do mesmo, uma coisa é ser pouco civilizado, outra coisa é não respeitar a vontade popular e, se há algo de antidemocracia, ela estará mais do outro lado da barreira, para quem o voto expresso de um milhão de portugueses é coisa de ignorar – votos e votinhos?

Em resumo, e a coisa não acaba aqui, o curioso é que a estratégia do “cuidado, que vem lobo” tenha efetivamente aberto a porta ao mesmo. No Parlamento atual os partidos do 4º para baixo valem pouco ou nada e com o 3ª não se pode contar. Imbróglio é certo, mas a culpa (principal) vai para…