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01 setembro 2014

O que é a melhor cidade?

O “Economist” publicou o resultado de uma avaliação das melhores cidades do mundo para se viver e o resultado é o seguinte:

1 – Melbourne – Austrália / Oceania – Inglês
2 – Viena – Austria / Europa – Alemão
3 – Vancouver – Canadá / América do Norte - Inglês
4 - Toronto – Canadá / América do Norte - Inglês
5 - Calgary – Canadá / América do Norte - Inglês
6 – Adelaide – Austrália / Oceania – Inglês
7 – Sideny – Austrália / Oceania – Inglês
8 – Helsinquia – Finlândia / Europa – Finlandês
9 – Perth– Austrália / Oceania – Inglês
10 – Auckland– Nova Zelândia / Oceania – Inglês

Acrescentei na lista o continente e o idioma. Neste universo de 10, o inglês arrasa com 8, a remota Oceania tem 5 e, em países, Austrália + Canadá juntos fazem 7.

O estudo é sério e tem critérios objectivos bem definidos, certamente avaliados com rigor. As áreas estão nomeadas e são sem dúvida relevantes para a qualidade de vida: estabilidade, infraestructuras, saúde, educação e ambiente. No entanto, eu olho para lista e torço o nariz: esta não é a minha lista. Mesmo no nosso meio mais próximo, não consigo convencer-me da excelencia da qualidade de vida em Helsinquia! Que componente faltou aqui e que para mim tanto vale? Ser um local onde há saber viver e onde as pessoas sabem sorrir? Não será relevante haver Sol e horizontes abertos ? Por outros palavras, não é fundamental haver beleza nas pessoas e na paisagem? Será difícil medi-lo numa escala global e talvez nem faça sentido sequer tentá-lo, mas que é importante, é!

Preocupante é o facto de as cidades da lista acima estarem associadas a prospriedade e, por isso, até parece que somos pobres e ficamos felizes com isso... Seja! Como dizia uma cançãozita “a miséria é menos penosa debaixo do Sol”.

02 junho 2009

E ainda os descobridores...

Como dizia atrás, parece que os australianos têm grande orgulho em o seu continente ter sido descoberto pelo civilizado Cook e não pelos pobres tristes tugas. Lembra-me o Brasil onde muita gente continua a achar que a culpa do seu deficit de desenvolvimento é do Cabral. Se em vez dele tivesse sido um Smith qualquer, hoje eles seriam os USSA – United States of South América, a par e par com os USA, que se veriam aliás obrigados a adoptar uma designação mais específica de USNA!

Se calhar, não é bem assim. Acho que o Brasil se compara melhor com a Austrália. Os EUA estão numa latitude geográfica muito diferente e nestas coisas de desenvolvimento, a temperatura, a fertilidade das terras e o esforço de sobrevivência necessário tem uma grande influência nas mentalidades (e vou estrategicamente esquecer que o Porto tem exactamente a latitude de Nova Iorque… ).

Reconheço que nunca estive na Austrália e conheço muito pouco dela para grandes conclusões mas talvez isso já seja uma pista. O que resultou da construção anglo-saxónica da Austrália, onde uma elite relegou a população indígena ao estatuto de quase “gado”? Será globalmente mais limpinho e organizado do que o Brasil, mas qual a marca cultural que a Austrália tem no mundo (para lá da Nicole, claro!) ? Perguntas que ficam.

O que resultou do Brasil mestiço? Sendo certo que a nossa proximidade nos dá uma posição de espectador privilegiada, não parece haver dúvidas de que o Brasil é muito mais definido, aberto e culturalmente imensamente mais rico do que a Austrália. Eu não sei bem o que preferira mas estou convencido que se pensarem nisto a sério os brasileiros não ficarão assim tanto entusiasmados com o cenário da hipotética troca do Cabral pelo Cook.

30 outubro 2006

Questão de género - parte I

Notícia/comentário do jornal Argelino “Liberté “de 29.10.2006

Há alguns meses, o ministério da Justiça suprimiu completamente a obrigação dos funcionários do registo civil e notários exigirem, segundo o artigo 7 do código de família, um certificado de virgindade da futura esposa. No entanto, em certas regiões da Argélia, nomeadamente no interior do país, continua a ser exigido esse documento, enquanto o artigo 7bis exige unicamente o apresentação de um documento médico, com menos de três meses, certificando que os noivos não sofrem de nenhuma “doença ou outro factor que represente um perigo para o casamento”. A menos que certos funcionários do registo civil trabalhem segundo as leis de outra República”.


Complemento vindo do outro lado do mundo:

"Se colocarem carne na rua ou num jardim sem a cobrirem e os gatos a comerem, de quem é a culpa: dos gatos ou da carne exposta? Da carne exposta, eis o problema!"
Palavras recentes de um mufti (jurista islâmico, reconhecido como autoridade para interpretar o Corão) na Austrália, a propósito das mulheres se apresentarem na rua não completamente cobertas. Provocou um vendaval de reacções mesmo da parte de alguns sectores islâmicos, lamentou que tivesse sido mal interpretado, corre o risco de ser expulso da Austrália, vai tirar férias forçadas durante os meses, etc... mas disse-o do alto da sua autoridade durante um sermão.