A degradação do nosso regime (não só do nosso, mas por hoje focamo-nos aqui) e a erosão dos partidos tradicionais são, a prazo, um retrocesso e um risco para o sistema democrático em que nos habituamos a viver, em liberdade.
Por muito eco que as propostas extremistas possam ter em
gente séria, bem-intencionada e com motivos concretos e válidos para estar
desiludida com o “sistema”, é evidente que a sua eventual colocação em prática
não irá nada resolver, muito pelo contrário.
Os radicais de esquerda podem invocar bons-sentimentos e
projetos de uma humanidade mais justa e generosa, mas a sua implementação
sempre falhou, tanto na vertente económica, sem geração de riqueza não há
milagres, como no próprio campo que lhes é teoricamente caro, o da liberdade.
Os de direita, podem apelar à salvaguarda de valores tradicionais e uma certa
ordem e segurança, mas também trazem o risco de uma discriminação injusta e até
violenta. Em ambos os casos, a prazo,
não haverá tolerância, segurança e sucesso.
Parece-me claro que o modelo que funciona melhor é o atual e
o problema não está nos seus princípios, mas sim nos seus intérpretes. Dentro
dos protagonistas recentes que se distinguiram pelas piores razões, está
obviamente o PS. Falamos de Sócrates e dos seus órfãos e afilhados, assim como dos
coitados por ele “enganados”, que nada viram. Também não há anjos, longe disso,
mas o PS leva a medalha de ouro (?!) de longe no campeonato da degradação e
descredibilização do nosso sistema.
A candidatura de AJ Seguro às Presidenciais não é certamente
um toque mágico que tudo pode resolver, mas o seu sucesso, que sinceramente
gostaria de ver acontecer, seria um grande passo na regeneração de um dos
partidos fundamentais do nosso regime. Sou eu a ser otimista, mas às vezes é
preciso.

Sem comentários:
Enviar um comentário