Em outubro de 2024 o Governo lançou o Passe Ferroviário Verde com o qual, por 20 euros mensais, se pode viajar numa larga gama de serviços da CP, incluindo o Intercidades (IC). Não se previu que a procura pudesse disparar a ponto de saturar a oferta disponível, com impacto significativo nos ICs de reserva obrigatória.
Com as reservas a abrirem 24 horas antes da partida prevista
da estação de embarque do passageiro, os utilizadores desenrascados descobriram
que reservando para uma partida de uma estação a montante da sua teriam acesso à
reserva com mais antecedência e pelo mesmo preço!
Obviamente que o truque se generalizou e alguém que queira ir
de Santarém para Lisboa no IC das 13h18, pode fazer a reserva no mesmo comboio
a partir de Braga, de onde sai às 10h04, ganhando mais de três horas de “vantagem”.
Se alguém pretender ir no mesmo comboio do Porto até Coimbra, poderá não o conseguir
porque há um lugar reservado desde Braga para alguém que vai entrar apenas em
Santarém.
Que não tenham previsto o problema ainda se pode tolerar,
enfim…, agora que não tenham encontrado solução, que continuem a circular
comboios com lugares fisicamente disponíveis e gente a ficar em terra, já é mais
um sinónimo de incapacidade de pensar e realizar, porque para encontrar uma
solução para resolver este absurdo não é necessário desenterrar Einstein. Pelo
menos já batizarem o fenómeno. Chamam-lhe “Viagens fantasma” e, como se sabe, não
é fácil lidar com o sobrenatural.

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