O regime de Nicolás Maduro era criminoso, não tinha
legitimidade e é possível (sejamos otimistas) que o povo venezuelano passe a
viver melhor no futuro, após esta operação militar. Depois do descalabro social
e económico provocado pelo chavismo, não é muito difícil.
No entanto, e por muito que possa eventualmente melhorar a
vida no país, é impossível apoiar a operação dos EUA, simplesmente porque o
argumento de ter o direito de aniquilar um regime narco, serve também para
atacar os “nazis” da Ucrânia pela Rússia e os “amotinados” de Taiwan pela China.
Nestes dois últimos casos não há nenhuma “desculpa” minimamente séria e
razoável nem nada de bom a esperar para os países atacados.
Não faltam países no mundo com regimes criminosos cujas
populações têm a vontade e o direito a viverem melhor, no entanto, ao avançar
com intervenções militares, sabe-se como começa, mas não se sabe como acaba.
No pano de fundo temos uma ONU completamente ultrapassada e esvaziada. Quando a diplomacia colapsa, entram as armas. O mundo em que queremos viver tem que saber como conviver com essas armas, recordando que nem sempre estarão em “boas” mãos.

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