Há países onde a passagem do controlo de fronteira nos aeroportos é uma lotaria que pode atingir várias horas de espera. Esses calvários não estão necessariamente associados a exigências de segurança. Em países como a China ou Israel, por exemplo, tive a experiência de uma passagem relativamente fluida. O problema está fundamentalmente na organização e, muito, nas atitudes.
Recordo-me de situações onde é necessário preencher uma
ficha, muitas vezes escrita de pé na fila, com o passaporte a servir de apoio e
depois o funcionário ficar paulatinamente a colocar os traços dos Ts bem
horizontais e a completar as perninhas nos Ns e Ms, enquanto centenas de
pessoas atrás esperam.
Vem isto a propósito do aeroporto de Lisboa onde por isto ou
por aquilo é recorrente os viajantes serem brindados com largas horas de
espera. Recentemente ouvi aterrorizado estatísticas de médias de 3 horas e
pontas de 7! Tantas horas a fio, de pé, numa fila é absolutamente vergonhoso e
mesmo desumano. Certo que as instalações não são as ideais… mas quando a PSP
sugere a realização de um plenário no pico da tormenta, não parece estar do
lado da solução. Será necessário ressuscitar o SEF, tipo baralhar e tornar a
dar?
Quando a ministra atribui a culpa a um servidor que “pifou”,
ficamos a adivinhar que haverá mais coisas pífias naquele sistema… Dizem nos
Websummits que somos um país com um enorme potencial nessas coisas das tecnologias! Que isto é indecente e vergonhoso disso não
há dúvidas e para uma resposta eficaz ontem já era tarde!

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