24 janeiro 2026

As campanhas modernas


Na análise do que houve de novo nas últimas eleições presidenciais, refere-se a natureza das campanhas. Há os candidatos que as fizeram “à antiga”, com os habituais beijinhos e abraços em ruas e mercados para os telejornais e os que apostaram nas redes sociais, fazendo pinos, flexões de braços e outras gracinhas. Parece que há um público, jovem, para estes canais, que até nem tem o hábito de  ver telejornais.

Pode-se argumentar que Marcelo também fez a sua notoriedade como “influenciador”, simplesmente em média diferente, na televisão tradicional e não nas redes. Não me parece assim tão óbvio o paralelo. Por muito que se possa discordar e questionar o seu dilúvio de palpites e comentários, tratava-se de palavras que nos desfiavam a pensar, um pouco. Muito diferente será vermos “influenciadores” políticos a ganharem popularidade com habilidades e gracinhas, em concorrência com skaters aventureiros e imprevistos gatinhos. O mundo (nisto e não só) não muda por decreto nem a partir de simples lamentações, mas era importante não ficar pela constatação do: É assim, para os jovens tem de ser assim!

Está em causa mais do que as faculdades de entretenimento de um personagem e o grande desafio será mesmo cativar e motivar os jovens para a política pelo que ela é e pelo que realmente impacta na sua vida. Não é fácil? Pois não… e também é verdade que os beijinhos e abraços nos mercados de substância têm pouco.

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