Na análise do que houve de novo nas últimas eleições presidenciais, refere-se a natureza das campanhas. Há os candidatos que as fizeram “à antiga”, com os habituais beijinhos e abraços em ruas e mercados para os telejornais e os que apostaram nas redes sociais, fazendo pinos, flexões de braços e outras gracinhas. Parece que há um público, jovem, para estes canais, que até nem tem o hábito de ver telejornais.
Pode-se argumentar que Marcelo também fez a sua notoriedade
como “influenciador”, simplesmente em média diferente, na televisão tradicional
e não nas redes. Não me parece assim tão óbvio o paralelo. Por muito que se
possa discordar e questionar o seu dilúvio de palpites e comentários,
tratava-se de palavras que nos desfiavam a pensar, um pouco. Muito diferente será
vermos “influenciadores” políticos a ganharem popularidade com habilidades e
gracinhas, em concorrência com skaters aventureiros e imprevistos gatinhos. O
mundo (nisto e não só) não muda por decreto nem a partir de simples
lamentações, mas era importante não ficar pela constatação do: É assim, para os
jovens tem de ser assim!
Está em causa mais do que as faculdades de entretenimento de
um personagem e o grande desafio será mesmo cativar e motivar os jovens para a
política pelo que ela é e pelo que realmente impacta na sua vida. Não é fácil?
Pois não… e também é verdade que os beijinhos e abraços nos mercados de
substância têm pouco.

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