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08 janeiro 2018

O menino guerreiro ataca de novo!?


Dizem por aí peritos e especialistas que o “animal político” Santana Lopes ganhou o debate com Rui Rio. Fico na expetativa da reação do PAN a esta alegoria. No entanto, qualquer português que queira usar racionalmente a cabeça, conclui facilmente que o país não necessita de ser dirigido por animais políticos, mas sim por gente séria e competente. Até o PAN concordará. Aliás, entre supostos irracionais mais ou menos ferozes e meninos de ouro (com o dito em bolso próprio) já tivemos más experiências que baste.

Não é que eu tenha grande simpatia por Rui Rio, mas, pelo menos, dou-lhe o benefício da dúvida e reconheço-lhe um mínimo de competência e de seriedade. Infelizmente, receio que uma parte significativa do aparelho do partido aposte no menino, já menos menino. Sendo prioritário regressar ao poder, constatando-se que uma boa parte do eleitorado é bastante sensível a papas e bolos e que o interesse do país passa a coisa secundária, um discurso “bar aberto” é mais eficaz do que qualquer referencia chata a contas certas e ponderadas. Falar de contas equilibradas é coisa para mentes mesquinhas, sem visão, as únicas que se preocupam com tais minudencias.

Em resumo, o cenário de uma hipotética disputa para PM entre António Costa e Santana Lopes é dos cenários mais indigestos que posso imaginar e não me venham com graçolas farmacêuticas, que a coisa não é para rir. Muito sinceramente, qualquer entusiasmo com o menino guerreiro só pode vir de quem tem (quer ter) amnésia ou está motivado por algum interesse que não é o do sucesso do país. Não acrescento à lista limitações intelectuais, dado não acreditar existir tanta gente burra.

Para quem não sofre de amnésia e coloca o interesse do país em primeiro lugar, ver o PSD escolher o menino guerreiro é chamar-nos burros… e isso, chateia-me!

15 outubro 2017

Antes e depois ?


Sócrates e companhia ainda não foram julgados e condenados ou absolvidos, total ou parcialmente, mas a lista e o detalhe do divulgado torna difícil acreditar na candura e inocência do individuo e cia. Aliás, o padrão de vida demonstrado pelo ex-PM era claramente incompatível com os rendimentos visíveis e, como se diz, quem cabritos vende e cabras não tem… O simples facto de um ex-PM viver de largos empréstimos informais, vindos de uma empresa privilegiada pelo Estado quando este era governante, já chega para moralmente caraterizar a situação.

O caráter pornográfico do que lemos, ainda por cima vindo de uma “esquerda” supostamente solidária e pouco amiga do “capital”, é avassalador. Obviamente que a “direita” também terá os seus milhões tresmalhados e, muito provavelmente, se Ricardo Salgado resolver contar tudo o que sabe, poucos se salvarão.

De todas as formas, está aqui em causa algo de concreto que foi investigado e acusado. Obviamente que esta escala não se esgota ao nível individual de Sócrates. Com maior ou menor cumplicidade os restantes responsáveis políticos desse período dificilmente serão estranhos, por ação ou omissão, ao que se passou. Muita gente deve estar, como se diz, que não lhe cabe um feijão…

Ignorando quando e como o processo acaba, fica a esperança. Que, a partir de agora, tenham mais medo e menos descaramento na hora de me/nos roubarem.

PS1: Eu também achava que os anos troika teriam um efeito didático quanto ao Estado gastar, gastar e depois logo se ver, mas enganei-me.

PS2: Eu também achava que toda a gente reconhecia Santana Lopes como mais incompetente e mal preparado PM que tivemos, mas enganei-me.

06 agosto 2014

Quem sabe, sabe

Na mesma altura em que Pedro Santana Lopes é reconduzido à frente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, sob elogios públicos do Governo, o conselho de auditoria da instituição vem dizer que em 2013 ela passou a perder dinheiro, 60% das encomendas são feitas com consulta a um único fornecedor, o prejuízo registado é também em muito devido ao aumento dos custos com pessoal, que não se entende cabalmente, e questiona a sustentabilidade da entidade a continuar nestes moldes.

Sobre isto, o Provedor reconduzido só tem a dizer: “A SCML tem uma história de 516 anos de respeito pela lei e pela moral. Publica as suas contas, que são escrutinadas e aprovadas pela tutela. É uma pessoa colectiva de direito privado e actua como tal”. Um gestor questionado defender-se nesta formalidade do “desde que aprovado pela tutela, está tudo bem”, diz muito sobre os seus princípios. Também diz que certamente durantes esses 516 anos a instituição não foi gerida no seu estilo, senão, provavelmente, já não existiria.

Fico ainda algo confuso com estas contas privadas em tutela pública e também surpreendido pelo facto de quem escrutinou e aprovou as contas ter louvado o “muito relevante trabalho” realizado.

Santana Lopes é potencial candidato à Presidência da República e mais não comento (ficaria excessivamente nervoso…).

07 setembro 2011

Santa...

Santana Lopes provedor da Santa Casa. Surpresa... estranho?
Que existe em comum entre a pessoa e a instituição?
Ora, é fácil, claro e está mesmo à vista: as 5 primeiras letras.

04 novembro 2008

O silêncio era de ouro

Depois das fanfarras de Santana Lopes e Menezes, brevemente interrompidas por Marques Mendes, parecia agradar o estilo sereno de Manuela Ferreira Leite, embora se pudesse interrogar se não haveria ali tranquilidade a mais.

Recentemente MFL apareceu duas vezes e, enfim, mais valia ter continuada calada. A primeira foi sobre a candidatura de Santana Lopes á Câmara de Lisboa. Pode até por motivos que a minha razão não alcança ele ser um excelente candidato e a sua vitória dar uma grande alegria ao PSD. Agora, é seguramente um forte contributo à derrota de MFL. Quem decide o primeiro-ministro não são os militantes do PSD, é o eleitorado flutuante para quem essa figura já está na história, e na má história, há muito tempo.

Outro momento foi sobre o aumento do salário mínimo. Decretar um aumento significativo do salário mínimo da noite para o dia não resolve nada e pode ser perigoso. Mas a postura do senhor representante das PME’s de ameaçar mandar todos os contratados a prazo para a rua tem tanto de primário quanto de ilógico. A prepotência de apresentar uma chantagem assim é de “patrão no seu pior”. MFL não devia ter embarcado nesta polémica. O país que queremos ser económica e socialmente não é um país de gente de “pá e pica”, a puxar músculo de “sol a sol”. O caminho é naturalmente por maior investimento por posto de trabalho, maiores competências, maior valor acrescentado, “exigindo” e proporcionando melhor remuneração.

Assim sendo, bem que J. Sócrates e o PS têm mais com que se preocupar do que com a oposição.