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21 junho 2016

Portanto, nada de novo

“Portanto” é uma conclusão, mas podemos começar assim, dado que conclusões, mesmo conclusões, corremos o risco de não as vermos tão cedo.

O novo PM sugeriu aos professores de português que emigrem, pouco original. Uma deputada e ex-ministra (da cultura, parece ser sina) “desabafa inopinadamente” nas redes sociais, questionando porque uma jornalista ainda não foi despedida. Os “colegas” de Rodrigues dos Santos querem afastá-lo da função de pivot do telejornal da RTP1, está tudo danado por causa de um livro “satânico” que ele escreveu.

Há quem não queira trazer a público as origens do drama do buraco na CGD e o detalhe da “roupa suja” dos 4 mil milhões de euros de dinheiro público evaporados… ? O ex-PM negacionista de vocação já veio antecipar que ele não influenciou nada, mesmo nada… provavelmente nem sequer o seu camarada Armando Vara, um génio financeiro com um assombroso CV bancário.

Por aqui nada de novo, portanto….

Entretanto, o novo PR distribui afetos e selfies q.b. e só falta mesmo o Cristiano abrir o ketchup e começar a marcar uns golaços para o país subir ao sétimo céu. Infelizmente, a satânica economia parece ignorar este otimismo de caras e caretas e vai piorando. Maus tempos se anunciam para os jornalistas económicos.

29 novembro 2014

Quanto vale uma cruz?


O NBAD, um banco de Abu Dhabi, nos Emiratos Árabes Unidos, estabeleceu um protocolo com o clube de futebol Real Madrid para usar a imagem deste numa linha de cartões bancários. As imagens acima são extraídas do site do banco.

Olhando com atenção nota-se uma curiosidade. O logotipo do clube está mutilado, desapareceu a pequena cruz do topo da coroa. A monarquia espanhola passou a laica? Não, nada disso, é uma questão de sensibilidades. Cruz - cristãos, Abu Dhabi – muçulmanos! Entende-se? Entende-se mas não se compreende.

A seguir, sempre que for “politicamente” correcto iremos retirar da nossa bandeira os escudos em cruz, símbolo das cinco chagas de cristo? Recordo-me de ver na catedral de Santiago de Compostela, escondidos sob umas flores, os mouros que jazem aos pés da estátua do guerreiro, passando este, assim, de bravo mata-mouros a pacato jardineiro. Vamos também, eventualmente, ter de retirar do nosso escudo os 7 castelos, aparentemente representando conquistas aos mouros, para não ferir susceptibilidades? A que preço/com que custo… !? (Por acaso até já foram pagodes chineses, mas isso foi por outros motivos …).

Sou agnóstico (de raiz cultural cristã), não concordo com os crucifixos nas escolas e em lugares públicos, mas considero que para alterar um símbolo histórico deve existir um valor muito forte e de natureza diferente da de um cheque.

E o CR7 que vá pensando em mudar o seu nome próprio…

26 junho 2014

Festa e feira

Não acompanho os futebóis, por isso não sei dizer se as escolhas de Paulo Bento foram as mais lógicas ou se era possível termos menos lesionados ao fim de dois jogos. Não me pronuncio sobre isso.

Mas sei que a “imagem de marca” da nossa selecção, pelo menos no passado recente, era, por um lado, uma defesa muito sólida e bem organizada e, por outro lado, uma grande dificuldade em marcar golos. Nos dois jogos até agora, a nossa defesa foi uma desgraça a correr de susto em susto… Isto parece-me mais falta de organização/preparação do que outra coisa.

Se pensarmos que uma boa parte da preparação foi gasta em exibições de feira onde em vez de se mostrar um urso exótico, andamos a exibir “o melhor jogador do mundo”…

30 junho 2010

Os putos e os homens

Não sei de futebol o suficiente para concorrer com os largos milhares, ou até mesmo milhões, de comentadores que opinam hoje sobre a derrota de ontem contra a Espanha. Mas posso falar de atitudes.

E lembrei-me do jogo contra a Inglaterra no Europeu de 2000. Era o nosso primeiro jogo e aos 18 minutos já estávamos a perder por 0-2. Parecia que o fado estava feito. Mas não foi assim. Pelo impulso de uma locomotiva de energia física e anímica chamada Luís Figo, a equipa não aceitou o resultado e acabou por dar a volta ao jogo e ganhámos por 3-2.

Esse dia marcou para mim uma diferença em maturidade nestas andanças pela forma de reagir à adversidade, pela perseverança e, de uma forma mais simples, por não deixar de acreditar e não perder o discernimento.

Ontem não vi nada disso. Após o golo espanhol, nunca mais a equipa acertou e o menino Ronaldo, a vedeta, o capitão, o líder, que até aí pouco tinha feito não cresceu. Desapareceu e quando apareceu, desatinou.