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04 junho 2017

Outra vez, outra vez


Nota de abertura: este texto é capaz de ser aceite e concordado por alguns amigos meus muçulmanos e contestado por alguns conterrâneos, que imaginam as coisas de outra forma, mas a realidade nem sempre coincide com o que a ignorância supõe.

Outra vez e em Londres. E a culpa não é da polícia por não ter controlado todos os potenciais radicalizáveis. E a culpa também não é da chamada civilização ocidental, nem pelas remotas cruzadas, nem pela mais recente guerra na Síria (ou no Iraque). Se quisermos procurar uma génese, podemos começar com a frustração pela derrota e queda do Império Otomano há um século e acabar com a frustração por as independências não terem cumprido minimamente as expectativas criadas, coisas sobre as quais a nossa responsabilidade é algo limitada. Lamento, mas não vou pedir desculpa por os Otomanos não terem conquistado Viena e o resto da Europa

E não venham dizer que isto não tem nada a ver com o Islão. Isto é aplicação literal da fase de Medina de Maomé.

“Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os; porém, caso se arrependam, observem a oração e paguem o zakat, abri-lhes o caminho. Sabei que Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo.” (Corão 8:5).

"E matai-os, onde quer que os acheis, e fazei-os sair de onde quer que vos façam sair. E a sedição pela idoltatria é pior do que o morticinio" (Corão 1:191)

Há um Islão que é assim e os líderes do “outro” Islão podem fazer o favor de clarificar e sair a público e condenar claramente os pregadores do ódio?

14 agosto 2012

69º lugar

Foi esta a posição final de Portugal no ranking das medalhas das Olimpíadas de 2012 (e por pouco, uma remada mal dada, teríamos era ficado a seco, em último). Por comparação, no recente mundial de futebol chegamos às meias-finais e no ranking da Fifa estamos em 5º lugar. Efectivamente há aqui uma grande diferença entre “futebol” e a restante paisagem desportiva. Não será simples acaso e quem de direito deverá tirar as relativas conclusões e, se possível, tomar a necessárias acções. Não me parece que esteja em causa o esforço, e sacrifícios, que muitíssimos atletas terão aplicado na preparação como também não me parece que seja uma questão de falta de apoios directos a estes atletas… a raiz do problema está mais funda.

Depois, para que servem estes jogos? Sinceramente parece-me festa e promoção a mais e espírito desportivo a menos. A começar e a acabar nos espectáculos de abertura e encerramento, o Reino Unido organizou os jogos para se promover descaradamente, sendo o desporto um simples veículo e embrulho. Aqueles espectáculos podiam ter servido para qualquer actividade…

E, ainda, se é fantástico o que o corpo humano pode realizar, e a foto acima da atleta que ganhou o ouro no salto em altura feminino diz tudo, quantos não haverá em que a dedicação mais que exclusiva e até a própria formação/deformação do corpo condicionam negativamente a vida para lá dos jogos? Sinceramente, não me parece que o espírito esteja certo.

PS: O golfe vai passar a ser desporto olímpico e o hóquei em patins não …!

28 outubro 2006

Heathrow T5



Li recentemente no Finantial Times um artigo sobre a experiência da construção do novo e imenso terminal de Heathrow, o T5. Embora ainda falte mais de um ano para a sua entrada em serviço, e até o lavar dos cestos ser sempre vindima, os responsáveis do projecto apontam-no como um exemplo de realização perfeita, respeitando prazos e orçamentos. Se nos lembrarmos aqui/aí do Aeroporto do Porto....

Uma das novidades na implementação do projecto é os empreiteiros não terem multas contratuais. Pode parecer um contra-senso porque as penalidades por atraso foram criadas precisamente para criar pressão no sentido de os prazos serem respeitados. O “problema”, ao que parece, é que com tanta pressão, cada vez que num projecto tradicional é necessário mudar um parafuso de sítio, e num projecto desta natureza por mais cuidadoso que seja o planeamento há sempre imprevistos, a reacção/preocupação principal é conseguir mais valias/crédito de prazo/desresponsabilizar. Ou seja, em vez de se procurar uma solução para o novo local do parafuso, gastam-se as energias, isso sim, a fazer a “batata quente” saltar de mão em mão. E, desta forma, é fácil haver conflitos, tensões improdutivas e pouca fluidez no desenrolar do projecto.

Estou muito curioso em conhecer o resultado final desta experiência mas confesso que vejo com alguma simpatia esta abordagem em que os engenheiros ganham primazia aos advogados. Para isto, tem que haver cooperação e confiança. Como se gera e se gere isto num âmbito, por exemplo, de concurso público é uma grande incógnita. No mínimo só está ao alcance de um país com uma grande cultura de rigor, frontalidade e transparência.

Nota: Foto "googleada"

08 julho 2005

Vamos tentar não perder o pé

Os responsáveis pelos atentados de Londres são assassinos bárbaros.
O mundo civilizado tem que encontrar a melhor forma de lidar eficaz e inteligentemente com este problema. Pode ser, ou não, o estilo do cowboy.
Há árabes, indianos, paquistaneses, judeus, índios, etc., que são gente “como nós”.
Metê-los todos no mesmo saco é injusto, não é civilizado e amplifica o problema.