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12 abril 2026

Nem maçom, nem sacristão


Desde muito cedo tive a certeza de que nunca seria sacristão. Não por ter grandes desalinhamentos de princípio com o Nazareno, descontando, é certo, os seus excessos apocalípticos. Houve e haverá cristãos, pessoas fantásticas, de enorme valor humano e intelectual, mas a instituição Igreja sempre me cheirou demasiado a uma certa hipocrisia bolorenta. Que me perdoem os crentes sinceros e bem-intencionados, mas o perfume que me chega às narinas não é coisa que me entusiasme.

Escalas e contextos à parte, a instituição abriga também alguns pequenos Torquemadas, símbolos de intransigência e obscurantismo, de quem se agradece distância.

Quanto à maçonaria, o paralelo é grande (ó Diabo...!). Efetivamente, é difícil discordar dos princípios da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, mas quanto às práticas da organização, a incoerência é grande. Como o posso saber, quando a sua atividade é secreta (ou discreta, para quem gosta de eufemismos)? Que conheço eu de concreto, que me permita fazer tal afirmação? É simples. Precisamente por não conhecer nada de concreto e público por eles realizado na atualidade. Para quem defende convictamente uns princípios e um projeto, qual a razão de o fazer às escondidas? Diz-se que” Quem não deve, não teme”; eu acrescento que “Quem não teme, não se esconde”.

Existirão ainda por aquelas bandas uns pequenos Robespierres, companhias muito pouco recomendáveis para quem valoriza pluralismo e liberdade e de quem se agradece distância.

Outro ponto comum é existirem nas duas instituições aderentes motivados não pelos princípios e convicções, mas pelo oportunismo de apanharem boleia para locais protegidos, de acesso discretamente privilegiado para membros. Nestes casos passamos da discordância para a repugnância.

A todos aqueles que se eclipsaram ou que o poderão fazer por estas minhas afirmações e opções, apenas posso dizer: Fiquem com as vossas grilhetas, que eu não prescindo da minha liberdade. Nunca mendiguei apadrinhamentos e nunca valorizei ninguém que não fosse pelo mérito e competência. E tenho um estomago delicado…

Infelizmente o prejuízo não acaba aqui, individualmente … o sucesso e a prosperidades “universais” dependem, indiscutivelmente, de outros valores.

30 março 2026

O valor do irmão Isaltino

Quando foi acusado e julgado Isaltino Morais era maçom. Naturalmente que a organização não pode ser responsabilizada por todos os desvarios dos seus membros. Diz-se que, no passado, houve até anjos caídos em tentação, se bem que Isaltino nunca teve muita pinta de anjolas.

O curioso é que após a sua libertação, após descontos e benesses várias que aligeiram a conta, ele terá sido rapidamente reintegrado na organização e reassumido funções de liderança. Conta Catarina Guerreiro no livro “O Fim dos Segredos” que esse processo até foi mais discreto do que o habitual nos padrões da organização, dado que muitos maçons se opunham à rapidez do processo.

Como dizem alguns, “Vá-mo-lá-ver…”. Se o senhor foi passar uma temporada à Carregueira por alguns enviesamentos no seu património material, que existirá na sua riqueza intelectual e filosófica para justificar os fraternais braços abertos maçónicos…?

A sua popularidade e aceitação na mui instruída Oeiras ficará por um genérico “Roubo, mas faço” ou algo mais específico como “mas faço obeliscos e triângulos…”? Não sei, mas pagava para saber…

“Diz-me com que andas…. “ e depois não se queixem de que têm uma má imagem.


10 março 2026

O fim dos segredos

É o anunciado na capa do livro, mas como já passaram uma dezena de anos desde a sua publicação, certamente que novos segredos ter-se-ão, entretanto, acrescentado.

Trata-se de um tema que me interessa por várias razões e mais uma. Por que raio as pessoas se associam em “caixinhas” para secretamente combinarem e planearem ações que potencialmente podem influenciar toda a sociedade? Num mundo livre, como o nosso, no mínimo é deselegante.

Este livro visita em várias dimensões as duas organizações mais relevantes desse campeonato e várias diferenças entre as duas ficam evidentes, para lá daquele contraste típico do esquerda-direita, religioso-laico e outros binómios tradicionais que tais.

O Opus Dei parece ser muito mais organizado e centralizado, tendo alguns aspetos que me custa muito a aceitar. Para começar, a idade com que começam a recrutar os jovens e a falta de liberdade imposta aos membros. Seja intelectual (a que Diabo lembrará proibir a leitura de uma boa parte de Eça de Queiroz!?), seja económica, especialmente dos numerários, com a entrega integral do seu vencimento à organização, além de a fazerem beneficiária do seu testamento. O estatuto das numerárias-auxiliares que prestam serviços domésticos na organização “gratuitamente” é indigno e bem capaz até de ser ilegal em termos de direitos do trabalho (para não falar de humanos). Castigos corporais impostos e obrigatórios também não pertencem a estes tempos em geral nem à doutrina cristã em particular.

Tem, no entanto, o OD objetivos claros, anunciados e praticados. Concordando ou criticando, entende-se ao que vêm. Na maçonaria é bastante mais vago. Certo que historicamente, há um século atrás, eles diziam ao que vinham e “lutavam” abertamente por isso, mesmo com armas e milícias, mas hoje não é claro. Têm a sua cartilha e objetivos, mas pessoas como Isaltino Morais estarão lá pelo catecismo oficial? Estão a vê-lo a filosofar e a expressar grandes ideias e princípios…? Qual a motivação que pessoas desse calibre têm e o que espera a organização deles, mesmo frescamente saídos da cadeia? Qual o resultado social efetivo e público das ações da organização? É tudo secretíssimo?

Podem ambas as organizações explicar o seu apetite pelo recrutamento de gente influente? Parece-me que o objetivo imediato das duas é o poder, seja poder pelo poder, seja como meio para atingir o seu graal, sendo a natureza prioritária (realço a palavra) desse caminho diferente entre as duas. O OD busca o poder sobretudo pela vertente financeira. Uma boa parte dos seus “famosos” são gente ligada a bancos e outras instituições financeiras. A maçonaria, pelo menos a principal, busca o poder pela influência política. O número de maçons nas estruturas de Estado, seja no Governo, seja nas instituições tuteladas pelo mesmo é desproporcional à sua presença na sociedade. Assim sendo, pertencer à irmandade pode ser um bom passaporte para certos lugares…

Há algo que me incomoda, e talvez mais significativo no caso da maçonaria, que é a gestão facciosa e obscura das estruturas e bens públicos. Ambas as irmandades têm reflexos tribais. A responsabilização exigida a quem tem poder sobre aquilo que não lhe pertence obriga a transparência. Enquanto isso não existir, o sistema não será são.

Uma (pequena) provocação final. Para quando um Rui Pinto dedicado a tornar públicos eventuais esquemas que orbitam por aqueles lados…?

PS: De assinalar um ponto comum entre ambas que é, embora de forma diferente, a menorização do estatuto da mulher.

 

16 junho 2025

Para que serve a maçonaria? (VI)

 Começou aqui

6) As motivações e os resultados reais

Qual a motivação real dos aderentes ao movimento…? A teoria conhecida e publicitada ou a inserção numa rede e o benefício de uma solidariedade tribal?

Considerando que a organização na sua liderança é coerente e sã, cabe-lhe a ela fazer esse policiamento e garantir que quem lá está, não está pelas cunhas e “proteções”, caso contrário é todo o edifício que fica descreditado. De boas intenções está o inferno cheio e publicitar boas intenções fraternais para satisfazer ambições individualistas é indecente.

A natureza secreta e solidária da organização pode também significar que um simples individuo que “incomodou” um membro, por uma razão qualquer, se torne um alvo designado e comece a receber patadas, sem saber muito bem de onde e porquê elas chegam, sobretudo se essa solidariedade tiver um cariz de militância tribal acrítica.

Como eu disse atrás, um dos positivos originais era o fim dos privilégios de casta.

E para que serve mesmo?

Volto à questão inicial. Qual o contributo (positivo de preferência) que esta organização me traz a mim e a qualquer cidadão “profano”? Não vale a pena listar os famosos cientistas, artistas e demais famosos que calçaram as luvas brancas. O que eu queria mesmo saber é em que é que a organização hoje “contribui para a minha felicidade” e do comum dos cidadãos.

Sinceramente, se realmente estão em causa princípios universais e objetivos “altos, nobres e justos”, venham a terreiro assumi-lo e explicar o que fazem mesmo, mesmo, mesmo, para a sociedade, exterior à organização.

Esta obscuridade não é saudável. E perdoem-me os mações sãos e de boa vontade se sentem que estou a ser injusto para com eles. Não era esse o objetivo.


15 junho 2025

Para que serve a maçonaria? (V)

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5) O objetivo atual e potenciais conflitos

Aqui começamos com uma grandessíssima questão. Qual o objetivo atual da organização? Se se trata apenas do desenvolvimento intelectual e filosófico dos seus membros, será assunto privado. Ninguém é obrigado a revelar publicamente o livro que tem na mesinha de cabeceira. No entanto, se falamos de uma associação, vivemos em liberdade associativa, incluindo direitos e deveres. Se eu quiser criar uma associação columbófila ou de amigos da sueca, estas deverão ter estatutos públicos, definindo objetivos, forma de governo, etc... Uma “associação” que evita esta transparência pública e respetivas obrigações deve ser ilegal, talvez... haverá certamente muitos advogados bons conhecedores da realidade em causa que se podem pronunciar.

Agora, se ainda estamos na movida do século XIX em que existe um projeto de transformação social, aí a coisa complica-se. Vivemos em liberdade e podem ser criados partidos, movimentos cívicos e outros, mas que assumam e digam ao que vêm. Uma organização que quer intervir no nosso modelo social, a partir da sombra, parece-me conspiração. Não sei se é ilegal, mas não é bonito, nem havia “nexexidade”…

Claro que um eleito pode confessar a religião que entender, sem ser obrigado a revelá-lo nem a ser condicionado por isso…

Agora, mais uma condicional, tratando-se da pertença a uma organização com estrutura, hierarquia, juramentos e um “projeto” de sociedade, nesse caso a incompatibilidade é clara…

Pode alguém apresentar-se ao eleitorado com um dado programa público, ser eleito, tomar posse jurando a Constituição… para as 2ª, 4ª e 6ªs … e ao mesmo tempo ter promessa de lealdade a outro projeto qualquer, que o povo eleitor desconhece, para as 3ª, 5ªs e sábados… É claro que não.

Embora com menos gravidade, este potencial conflito de interesse pode existir na esfera privada. Tenho na minha equipa o António e o Manuel. O António é atual mestre da minha loja e na próxima sessão será decida a minha subida de grau… O António faz uma grande asneira… terei a mesma “força” para o criticar e eventualmente penalizar do que ao Manuel em caso idêntico, com quem não tenho nenhum relacionamento extraprofissional? E quando for necessário decidir uma promoção na empresa, não estará o António melhor colocado, sem ninguém entender porquê, se até erra mais vezes?

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14 junho 2025

Para que serve a maçonaria? (IV)

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4) E a prática?

Um dos problemas recorrentes daqueles que sentem estar no “lado correto da história” é a tentação de promover os seus valores, não pelos valores, mas pela força, pelas milícias e até pelo terror, se “necessário” for. Como dizia Afonso Costa, o PRP devia permanecer no poder para «defender o povo, mesmo contra a vontade do próprio povo».

Esta militância das “boas” causas pode ser um catalisador de “maus” efeitos. Ainda sobre a nossa falhada Primeira República, há dificuldade em dizer abertamente que foi a sua falta de sentido democrático e de respeito pelo povo e instituições que abriu a porta ao Estado Novo. Não foram uns malvados que apanharam o “povo” distraído e usurparam o poder. Foi a vacância desse poder e de credibilidade que lhes deu a oportunidade e permitiu a sua fácil aceitação.

Se hoje podemos agradecer aos movimentos liberais, incluindo os maçónicos, o modelo de sociedade são (pelo menos mais são do que todos os outros), em que vivemos, importante seria chamar o nome às coisas… e assumir e aprender.

Porquê o secretismo ?

Podemos entender que durante a Guerra Civil Espanhola um maçon em território nacionalista, assim como um Opus Deu em zona republicana tivessem interesse e necessidade em permanecerem discretos, a bem da respetiva esperança de vida. Hoje ninguém, neste nosso mundo, corre riscos dessa natureza, donde, qual o interesse ou a necessidade de ficar escondido? Nas minhas contas, quem não deve, não teme e quem não teme não se esconde.

Será mesmo altamente recomendável que não se escondam…? 

Depende…  ver a seguir



13 junho 2025

Para que serve a maçonaria? (III)

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3) Visibilidade

No radar do mundo que eu conheço, a organização ganha relevância nas grandes transformações da Europa no século XIX, iniciadas pela revolução francesa nos finais do XVIII. A passagem do absolutismo para o liberalismo, o poder constitucional democrático contra o real divino, a separação de poderes, o afastamento da igreja da governação do país e da organização da sociedade civil, e uma certa (já lá vamos ao detalhe) universalização dos direitos do homem (pelo menos dos considerados cidadãos). O fim dos privilégios de casta hereditários.

Pode-se dizer que aqui a maçonaria esteve do lado certo da história, no sentido em que os valores defendidos foram os que se consolidaram e o que na altura era fraturante hoje é praticamente consensual.

Sobre este aspeto e os fundamentos da maçonaria especulativa, para lá das questões básicas (e consensuais) da liberdade, igualdade e fraternidade, há duas coisas que me soam dissonantes. Uma é aquela coisa de que não há um Deus, que tenha criado o mundo, mas um ente superior, arquiteto, GADU – Grande arquiteto do universo - que o projetou… para a construção do mesmo, cá estão os pedreiros. Isto evoca-me um pouco a famosa reflexão do “Eu não acredito em bruxas, mas….”

O outro aspeto é a misoginia e o não reconhecimento da igualdade universal. Que no século XIX houvesse dificuldade em reconhecer direitos iguais à mulher, é discutível; que a nossa Primeira República, fortemente maçónica, recusasse o direito de voto às mulheres por receio de serem influenciadas pelo clero, é oportunismo; que no século XXI a principal obediência em Portugal continue fechada às mulheres é incompreensível e injustificável. Parece mais coisa de um “old fashioned british club” do que de uma organização que se reclama de progressista.

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12 junho 2025

Para que serve a maçonaria? (II)

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2) As raízes - operativas

As pessoas e as organizações não são apenas o fruto do meio onde foram criados, mas este tem sempre alguma importância. Neste caso, na sua génese, a maçonaria é uma associação, uma espécie de ordem profissional ou sindicato de pedreiros. Tem um caráter corporativo, de proteção de uma classe/profissão, mas parece-me que com pouco ou nada de filosófico ou universal. É a chamada fase operativa de onde ficou o nome e de onde foram importados os símbolos ligados ao talhar a pedra, aplicados posteriormente aos códigos e rituais adotados.

Terá evoluído posteriormente, com a entrada de não artistas pedreiros e mudança de objetivos. Para dourar a pílula parece ser referida alguma ligação e transmissão, via templários, dos saberes de Salomão e do seu famoso templo… Enfim, o quê exatamente não sei e provavelmente os pedreiros-livres originais também ignorariam.  Talvez seja um segredo tão grande que ninguém o conhece,

Salomão e templários são sempre excelente tempero para receitas esotéricas.

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11 junho 2025

Para que serve a maçonaria? (I)

Pode-se perguntar?

Tenho a ligeira sensação de que apenas o avançar deste título faz soar alarmes, põe pirilampos a piscar e, enfim, coloca em prontidão um sistema capaz de julgar e condenar profanações de terreno sagrado…

Mas, se é possível questionar o que significa para a sociedade o Opus Dei, as Misericórdias, os Rotários, as testemunhas de Jeová… porque esta irmandade há-de ser tabu? Como dizia o saudoso Jó Soares, perguntar não ofende…

Correndo o risco de eventualmente enfrentar um julgamento secreto, sem direito a defesa, de foro incógnito e com possível condenação a degredo, masmorra ou cadafalso, avanço.

Ao fim e ao cabo, ser condenado por refletir e partilhar livremente as suas opiniões não é cadastro, é currículo e é liberdade… e a liberdade é um valor fundamental neste contexto, certo?

Não pretendo apresentar uma tese, não estudei para tanto, e o próprio caráter discreto da associação leva a que um estrangeiro, precise de avançar com hipóteses, suposições e muitos “ses”… O espaço fica aberto para complementos e correções às minhas reflexões e questões.

E paz na Terra aos homens (e mulheres) de boa vontade.

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15 junho 2007

As pessoas que sorriem


Provavelmente nunca se saberá ao certo as razões da morte de João Paulo I. A forma como o Vaticano geriu o processo, nomeadamente impedindo a autopsia, não o permitirá. Também não se entende porque fez constar que o Papa estava doente, quanto o seu médico pessoal e os seus próximos afirmavam o contrário. Bloquear a averiguação cientíca e forçar, sem provas e com algumas trapalhadas, a teoria da morte acidental é, no mínimo, suspeito.

Se a causa da morte é desconhecida, uma coisa é certa: o mundo de hoje seria bastante diferente se este homem sorridente não se tivesse apagado na noite de 28 para 29 de Setembro de 1978. E, se essa diferença seria radical na escandalosa teia de manobras financeiras de Marcinkus, Calvi, Sindona e Ghelis misturadas com Mafias, ditaduras sul americanas e corrupção italiana, não ficaria unicamente por aí.

Seria completamente diferente, de uma forma geral, a posição da Igreja Católica no mundo. O homem que tinha ficado desiludido, como muitos outros, quando, após muito hesitar, Paulo VI declara em 1968 que os métodos contraceptivos não naturais não eram aceitáveis do ponto de vista da igreja, iria seguramente rever essa postura. O homem que tinha na sua agenda arejar o Vaticano a todos os níveis perdeu ele próprio o ar antes de conseguir abrir as janelas.

Depois disso tivemos um papa que, já com a realidade SIDA bem presente, vai a África condenar o uso do preservativo. Pode o Vaticano ser mais poderoso e ter fundamentos financeiros mais sólidos. Pode a rede do Opus Dei ser mais consistente do que a da P2. Agora, está é continuará a estar seguramente mais longe das pessoas que sorriem com franqueza, como sorria Albino Lucianni.

Nota: No rescaldo da leitura de “Em Nome de Deus” de David Yallop.