Iot significa “Internet of Things” e a designação aplica-se às coisas que
se ligam à internet. Já aqui atrás falei de alguns casos em que coisas se ligam
algures, mesmo sem os seus utilizadores saberem, podendo se tratar de automóveis,
autocarros, pneus e outras que nem se imagina...
Outro campo é dos “gadgets” (propositadamente deixado em
inglês) tecnológicos cuja conexão, controlo, atualização e respetiva app são
apresentados como uma mais-valia apreciada pelos utilizadores. Podemos falar de
bicicletas, sistemas de iluminação, de rega ou segurança, sensores e de todo o
tipo de eletrodomésticos, como, por exemplo, aspiradores…
Recentemente a americana Roomba, criadora do popular aspirador IRobot entrou em processo de falência, submergido pela concorrência chinesa. Parece
que vai ser salva pela empresa que lhe fabricava os aparelhos, a Picea Robotics,
chinesa…
O drama potencial nestes processos surge quando o aparelho é
tão dependente da app e dos serviços da empresa, que em caso de falência técnica
e ou económica do fabricante fica órfão e inútil.
VanMoof é uma marca de bicicletas conectadas extremamente
particulares, com design exclusivo e muitas particularidades tecnológicas. Chamavam-lhe
a “Tesla das bicicletas”. A empresa faliu em 2023, entretanto foi retomada, mas
no seu período de agonia foi um calvário para os proprietários dos brinquedos
caros. As especificidades mecânicas e eletrônicas implicavam que os problemas
apenas podiam ser respondidos pelo fabricante e este não conseguia dar resposta.
Em conclusão, para lá de todas as questões de privacidade e de
se ter uma coisa com olhos e ouvidos em casa ou no bolso, procurem garantir que
o fabricante irá sobreviver ao tempo de vida esperado do dispositivo. Se não
for o caso, convém que este consiga resistir decentemente às exéquias do seu
fundador.

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