
Se há momentos em que apetece bater palmas e tirar o chapéu no sentido literal ou figurado da palavra, esse foi um deles.
Aquele “Senhor” estava ali para ser homenageado pelo seu contributo para o fado e, mesmo ignorando o autor, toda a gente conhece e sabe trautear o “Valeu a pena, ter vivido o que vivi, ter sofrido o que sofri....” . Mas aquele “Senhor” é também o responsável pelo desenvolvimento do atletismo português que, em Los Angeles, faz hoje 25 anos dava a Portugal a sua primeira medalha de ouro olímpica.
Um outro “Senhor” entra nesta história, Carlos Lopes, que com 37 anos (sim, trinta e sete) e um atropelamento 2 semanas antes enquanto treinava, emocionou o país inteiro nessa célebre madrugada.
Em termos de meios e de condições estávamos a anos-luz do Pequim 2008, onde algumas declarações pareciam mais de gente divertida em passeio de finalistas do que aplicada num desafio de alta competição.
Sem diminuir a importância dos recursos e da existência de cada vez melhores condições, atingir algo que vale a pena passa por esforço humilde, trabalho rigoroso e... acreditar.
Senão, ficamos pela diversão.
Sem comentários:
Enviar um comentário