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17 julho 2015

Socializando…


Hossein Derakhshan foi um dos mais relevantes bloggers iranianos na década passada, tendo supostamente atingido as 20 000 visitas diárias. Acabou por ser preso em 2008 pelas razões que se pode imaginar serem imaginadas pela justiça.


Após 6 anos de prisão sem computador e sem internet foi libertado. Disseram-lhe que tinha que estar nas redes sociais para ter visibilidade. Assim fez, mas desiludiu-se com a nova internet. Diz ele que acabou a “idade dourada” dos blogs. Antes, as pessoas escreviam e liam (liam!!!), discutiam ideias e confrontavam opiniões. Cada qual frequentava os locais que entendia, por sua própria iniciativa e escolha.

Acha o facebook uma espécie de televisão. A maior parte dos utilizadores limita-se a ver o que lhe passa à frente, imagens, pequenas frases e filmes que se lançam automaticamente. Digerem o que lhes é sugerido em grande passividade e, sobretudo, pouco leem. Colocar um simples link para um texto externo quase não tem efeito. O ambiente é muito fechado, sendo difícil num post chamar conteúdos externos variados.

É curiosa a imagem de comparar a internet antiga a uma biblioteca e a atual a um televisor: passar de uma ferramenta de conhecimento e formação para simples entretenimento. De fato, tem sempre muito mais sucesso o filme de um homem a correr em cuecas (aquela coisa do viral…) do que um texto sério, por mais pertinente e bem escrito que esteja.

Em cada casa há espaço para livros e televisor e, no fundo, como a água benta, cada qual toma a quantidade que quiser…

02 dezembro 2008

Bibliotheca Alexandrina

Alexandria é um daqueles nomes “clássicos” que ecoa muito forte: o meridiano centro do mundo, dividindo a Europa da Ásia, o farol e juntando a palavra biblioteca fica a magia completa.

Uma recente viagem para aqueles lados deu direito a uma breve passagem pela nova “Bibliotheca Alexandrina”, pelo simples preço de adiar o almoço das 16 para as 17 horas. O edifício é simplesmente fabuloso. Aliás, um pouco à imagem do Guggenheim de Bilbao, corre-se o risco de se gastar a atenção toda na construção e esquecer o conteúdo.

Bom, no que diz respeito ao conteúdo recomendo um passeio por http://www.bibalex.org/, uma vez que eles apostam fortemente no conteúdo electrónico e na disponibilização on-line.

Uma nota … de sei lá o quê… Numa das zonas de PC’s algumas manchas negras, aparentemente jovens, daquelas que nem sequer a pele das mãos pode ser vista, tudo devidamente coberto por pano preto, consultavam afincadamente o que o visor lhes contava e tomavam nota num papel branco contrastando com as luvas negras. Que buscavam? Que saber? Poderiam buscar todo o saber que quisessem? Poderiam interrogar o mundo em toda a sua latitude? E, se o pudessem, continuariam por sua vontade sendo “manchas negras? Uma figura daquelas circulando limitadamente pela rua, bem guardada pelo marido e envolvida na creche própria é “normal”. Ali, na Biblioteca Alexandrina, afincadamente procurando sei lá o quê, parece estranho. Talvez por isso de todas as fotos que intimidado tirei, nenhuma teve a serenidade para obter uma imagem clara. Todas ficaram pouco nítidas!