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02 dezembro 2008

Bibliotheca Alexandrina

Alexandria é um daqueles nomes “clássicos” que ecoa muito forte: o meridiano centro do mundo, dividindo a Europa da Ásia, o farol e juntando a palavra biblioteca fica a magia completa.

Uma recente viagem para aqueles lados deu direito a uma breve passagem pela nova “Bibliotheca Alexandrina”, pelo simples preço de adiar o almoço das 16 para as 17 horas. O edifício é simplesmente fabuloso. Aliás, um pouco à imagem do Guggenheim de Bilbao, corre-se o risco de se gastar a atenção toda na construção e esquecer o conteúdo.

Bom, no que diz respeito ao conteúdo recomendo um passeio por http://www.bibalex.org/, uma vez que eles apostam fortemente no conteúdo electrónico e na disponibilização on-line.

Uma nota … de sei lá o quê… Numa das zonas de PC’s algumas manchas negras, aparentemente jovens, daquelas que nem sequer a pele das mãos pode ser vista, tudo devidamente coberto por pano preto, consultavam afincadamente o que o visor lhes contava e tomavam nota num papel branco contrastando com as luvas negras. Que buscavam? Que saber? Poderiam buscar todo o saber que quisessem? Poderiam interrogar o mundo em toda a sua latitude? E, se o pudessem, continuariam por sua vontade sendo “manchas negras? Uma figura daquelas circulando limitadamente pela rua, bem guardada pelo marido e envolvida na creche própria é “normal”. Ali, na Biblioteca Alexandrina, afincadamente procurando sei lá o quê, parece estranho. Talvez por isso de todas as fotos que intimidado tirei, nenhuma teve a serenidade para obter uma imagem clara. Todas ficaram pouco nítidas!

13 abril 2008

Hit the road! Go West!!! (4)

4. O Mar
O mar adivinha-se. Há qualquer coisa que diz que ali atrás está o mar. E não é cheiro nem ruído, é uma influência que molda o ritmo das coisas.

A zona de alta de Mostaganem é bonita e poderíamos estar ali para trás de Silves, naquele mediterrâneo tranquilo recuado da linha de água. Até mesmo os cemitérios estão discretamente inseridos nos olivais.
E, de repente, aí está ele, o mar as dunas e tudo. A partir daqui é auto-estrada a correr a costa até Oran, passando por uma singela referência ao meridiano pai de todos os outros. Bom, há quem diga que não é bem assim. O meridiano pai, pai, era o de Alexandria que até marcou a divisão entre a Europa e a Ásia. Este foi escolhido posteriormente quando a civilização veio para Oeste e os Ingleses, espertos, lá puserem um Greenwich no sítio.