
Esta carinha laroca, que qualquer sogra gostaria de ter como nora, vai ser a candidata do PS às eleições presidenciais francesas de 2007. Também face à concorrência existente como Fabius e afins, não é para surpreender.
Previsivelmente correrá contra um Sarkosy que também se deverá impor contra a corrente tradicional da direita francesa. Será uma partida radicalmente diferente do anterior clássico de Chirac contra Jospin e que deu como resultado ver Le Pen na segunda volta.
O problema é que, apesar de tudo, com os clássicos, sabe-se o que se espera e com estes “estranhos” não se sabe o que vai dar. E, em França, quando lhes dá para inovar o resultado é imprevisível.
Não, não é machismo da minha parte. É que me cheira a estética a mais. Uma certa postura de afirmação ... pelo charme. E, quando é assim, desconfio.
Um presidente de “pose”, masculino, como Chirac, Giscard ou Miterrand, é uma coisa habitual. Napoleão continua a ser uma referência mais ou menos consciente, mas um poder matriarcal será inconcebível e dificilmente digerível para uma boa parte da elite francesa.
Como ficará uma França governada por uma Cleópatra?
Vai ser bonito, vai ... !!!
Previsivelmente correrá contra um Sarkosy que também se deverá impor contra a corrente tradicional da direita francesa. Será uma partida radicalmente diferente do anterior clássico de Chirac contra Jospin e que deu como resultado ver Le Pen na segunda volta.
O problema é que, apesar de tudo, com os clássicos, sabe-se o que se espera e com estes “estranhos” não se sabe o que vai dar. E, em França, quando lhes dá para inovar o resultado é imprevisível.
Não, não é machismo da minha parte. É que me cheira a estética a mais. Uma certa postura de afirmação ... pelo charme. E, quando é assim, desconfio.
Um presidente de “pose”, masculino, como Chirac, Giscard ou Miterrand, é uma coisa habitual. Napoleão continua a ser uma referência mais ou menos consciente, mas um poder matriarcal será inconcebível e dificilmente digerível para uma boa parte da elite francesa.
Como ficará uma França governada por uma Cleópatra?
Vai ser bonito, vai ... !!!
Foto extraída do Le Monde
6 comentários:
Imprevisível ao ponto de vir a ficar pior do que com os clássicos?! Com "estranhos" é geralmente possível, pelo menos, uma esperança de melhor... Por um tempo, claro. Porque depois ou desaparecem, ou "ascendem" a clássicos, também eles.
[Meras generalidades. Estes assuntos inspiram-me pouco :-) ].
Imprevisível é por definição imprevisível!
Muito bem. Esqueça-se, então, o que de interrogativo tinha o comentário.
Será boa ou má noticia?
A boa noticia é que a França poderá, pela primeira vez, vir a ter uma mulher como Presidente da República.
A má noticia é que a senhora parece já ser conhecida como a "Zapatera" de França...
...mas na realidade imprevisível...
UPS...
Oi Carlos! Sinceramente, que machismo!!! Referir-se a Napoleao, grande chacinador da humanidade, para negar o direito a uma mulher de ser presidente da Republica, essa é demais!
Podemos concordar numa coisa : pode nao ser eleita porque é estupida (regalia também masculina), porque profere insensatezes logo que os conselheiros em comunicaçao se afastam dela de mais de dois metros (regalia também masculina), porque é pretenciosa (regalia supermasculina), OK, concordo. Mas porque é mulher, sinceramente, nao.
E é mesmo um azar : a primeira primeira ministra que tivemos foi uma parva (mas quantos imbecis ja foram primeiros ministros!!!); a primeira presidente da republica também nao vai ser grande coisa : falta de carismo, carece de poder de convicçao, ela propria nao parece convicta, nao sabe liderar uma multidao... Muitos homens politicos também sao assim, mas ninguém reclama e vota-se em outro candidato sem abrir a boca no mundo.
Desta vez, o caso é o caso de sempre, a diferença é minima : vamos ter que votar contra Sarkozy, como votamos contra o rei de Auvergne Giscard quando elegemos o monarca Mitterrand, como votamos contra o estelionatario Chirac quando reelegemos o monarca Mitterrand. Ha muito tempo que nao votamos “a favor”. A diferença (minima) é que desta vez vamos ter que votar contra um homem (perigoso para a democracia) e, para nao repetir o caso de 2002, vamos ter que votar numa mulher. Iremos votar sem entusiasmo, como desde ha muito tempo. Se fossem dois candidatos machos machoes, o caso passaria totalmente despercebido. Tratando-se de mulher, nao se lhe perdoa a estupidez. Admite-se perfeitamente que os politicos nao sao “Superman”, mas exige-se que uma politica seja “Superwoman”. Sera que os portugueses foram entusiasmados pelos ultimos candidatos à presidência da Republica Portuguesa?
Acontece que “o meu candidato predileto” também seria uma mulher : inteligente e com propostas coerentes, deputada da Guiana francesa, ou seja de uma colonia francesa, e BONITA e NEGRA. Mas esta nao tem chance nenhuma. Ela pertence a um partido ultraminoritario em França. Pena.
Claude
Não lhe nego o direito. Vejo o assunto em dois pontos:
O primeiro é este mania de governar pelo charme. Não será exclusivamente feminino. O Tony Blair sobrevive ainda em muito graças a isso. Agora, quando é uma mulher que joga no charme, é mais fácil e parece-me mais "escandaloso"!!! (ai ai...)
O segundo é que decididamente não consigo imaginar uma França matriarcal.
Quanto ao votar "contra algo" em vez de a favor... é em França, na Alemanha em Portugal e não só.
E também gostei muito da banhada que Mário Soares apanhou cá nas presidenciais.
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