28 abril 2026

Os que comem tudo!


Em 1963, José Afonso gravava “Os vampiros”, invetivando aqueles que “Comem tudo e não deixam nada”. Nessa data era óbvio a quem a metáfora se dirigia. Aqueles que o viveram, o sentiram ou hoje pensam sentir, continuam a vibrar com a denúncia dos “Senhores à força, mandadores sem lei”…

Agora, agora, hoje, esses vampiros de 1963 estão bem mortos e enterrados. Haverá o risco do bando voltar, procurando “chupar o sangue fresco da manada”? O risco naturalmente existe sempre, mas, sinceramente, a sua probabilidade de sucesso é bastante limitada para justificar uma dramática mobilização contra esses específicos “pés de veludo”.

Agora, agora, hoje, não haverá por acaso outros tipos de vampiragem que por aí andam a comer tudo …? Mais do que romanticamente vituperar os vampiros de 1963, protagonistas de um contexto que já não existe há décadas, não será mais útil denunciar os parasitas que em 2026 por cá vagueiam impunes e vistosos …?

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