Em 1963, José Afonso gravava “Os vampiros”, invetivando aqueles que “Comem tudo e não deixam nada”. Nessa data era óbvio a quem a metáfora se dirigia. Aqueles que o viveram, o sentiram ou hoje pensam sentir, continuam a vibrar com a denúncia dos “Senhores à força, mandadores sem lei”…
Agora, agora, hoje, esses vampiros de 1963 estão bem mortos
e enterrados. Haverá o risco do bando voltar, procurando “chupar o sangue
fresco da manada”? O risco naturalmente existe sempre, mas, sinceramente, a sua
probabilidade de sucesso é bastante limitada para justificar uma dramática
mobilização contra esses específicos “pés de veludo”.
Agora, agora, hoje, não haverá por acaso outros tipos de
vampiragem que por aí andam a comer tudo …? Mais do que romanticamente vituperar
os vampiros de 1963, protagonistas de um contexto que já não existe há décadas,
não será mais útil denunciar os parasitas que em 2026 por cá vagueiam impunes e
vistosos …?

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