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03 setembro 2017

Um arrepio



Há uma estrada especial (religiosa?) para mim, que vai do Mezio até Lamas de Mouro, atravessando a serra do Soajo e da Peneda. Já a conheço desde há alguns 30 anos, quando ainda era uma “florestal”, das antigas. Tem partes íntimas e fechadas, outras majestosas, outras agrestes, tanto se está submergido num bosque cerrado, como enfrentado fragas de cortar a respiração, passa por encostas, vales, altos e baixos.

Quando se trata de tirar as teias de aranha a uma coisa de duas rodas com motor que tenho em casa, esta estrada é sempre uma boa opção, apesar daqueles bovinos de larga armação no meio da estrada merecerem muito respeito. Foi o caso um destes dias e arrepiei-me. A parte inicial, próximo do Mezio, a que era especialmente íntima, foi dizimada por um incêndio, julgo que o ano passado. Não tinha eucaliptos e creio que nem sequer pinheiros. Era mesmo aquela floresta bonita, variada e húmida que baste. Algumas áreas resistiram, mas perdeu completamente a imagem do “fechado”, tantas são as clareiras à esquerda e à direita. A olho, diria que a serra do Soajo levou uma coça muito, muito valente.

Não vou receitar nada, apenas recordar que não há arvores bombeiras e que estaria muito mais tranquilo que se os “técnicos” que coordenam isto não fossem boys, nomeados e substituídos ao saber das cores das modas em Lisboa.

14 agosto 2006

Serra do Soajo

A estrada que vai do Mezio até Lamas de Mouro, pelo Soajo e pela Peneda, é um dos percursos mais deslumbrantes que conheço neste nosso belo país. A mata inicial não é de pinheiros nem de eucaliptos. É variada e densa, como deveriam ser muitas outras.
Ainda há duas semanas a fiz calmamente de moto, completamente deliciado.
Quando ouço falar de uma frente de incêndio desde Adrão até Gavieira, acho que nem quero saber mais nada. Há muito tempo que não me sentia tão incomodado com uma notícia de um incêndio.