Não sei se uma CPI aos mandatos de Luís Neves na PJ será a ferramenta adequada, mas depois de tantas semanas a preparar esclarecimentos, a comunicação do ministro ficou longe de satisfazer as expetativas dos cidadãos deste país.
Há, por um lado, as práticas na organização, onde a
utilização algo desregulada de bens apreendidos parece ser coisa habitual. É
mesmo assim? Um bem apreendido fica ao belo dispor de quem na PJ lhe puder
deitar a mão? Imaginem que era um avião particular!
Já agora, se a PJ apreender um Ferrari, não tiver onde o
guardar e não quiser pagar a renda de uma garagem, eu fico com ele em minha
casa gratuitamente! Uma poupança para o Estado!!! Precedente já existe!
Depois há o perfil e a ligeireza do grande polícia Luís
Neves que parece não hesitar em assumir e desvalorizar o não cumprimento da
lei, desde que depois, quando alertado, corrija. Posso um dia argumentar:
senhor agente, eu desconhecia o limite de velocidade aqui, mas logo que vi a
vossa viatura atrás de mim, mandando-me encostar, corrigi imediatamente e isso é
o mais importante neste momento.
As relativizações e desvalorização destes episódios por
parte de algumas personalidades, já não se suportam. Não têm pudor em fazer essas
figuras?

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