O primeiro-ministro, Luís Montenegro assistiu a três jogos da nossa seleção no campeonato mundial de futebol. Não foram no Jamor nem em Madrid, mas do outro lado do Atlântico.
Considerando que o cidadão em causa não aproveitou o seu
estatuto para simplesmente ter o prazer de ir ver a bola, podemos questionar a
lógica institucional de fazer para cima de 20000 kms neste contexto. Como os
membros do Governo aparecem na comunicação social em serviço, a qualquer dia e a
todas as horas, presume-se que não terão muito tempo livre e que estas deslocações
obedecerem a uma necessidade imperiosa qualquer.
Alguém terá sugerido que ele era uma espécie de talismã para
a seleção e, pasme-se, até ofereceu um amuleto aos jogadores, supostamente para
os proteger dos maus olhados dos adversários. Pelos resultados obtidos talvez tivesse
sido mais eficaz o papel de mascote, assistindo a todos os treinos e
partilhando as areias de Palm Beach com os craques.
A mim palpita-me que presumia que a presença do seu sorriso
nos putativos sucessos da equipa nacional seria uma espécie de talismã atraindo
popularidade a si próprio e ao seu Governo e um amuleto contra os efeitos das
críticas à governação. Sugiro que pensem em governar eficazmente sem ficarem
dependentes de talismãs ou amuletos, porque isto não vai lá com magias, sejam
elas brancas, negras, rosa ou laranja.

Sem comentários:
Enviar um comentário