Um dos aspetos mais irritantes deste folhetim de Luís Neves e da PJ não é necessariamente a dimensão dos ilícitos, mas a forma como insistem (ele e uma certa legião de comentadores) em nos fazer passar por parvos e isso… chateia-me! Alguns exemplos.
Diz LN que o tanque foi passado a piscina sem ele saber. Por
mais informal que seja a relação entre o dono da obra e o empreiteiro, se este
tem uma sugestão de alteração significativa ao que estava planeado, o natural é
que o sugira ao seu cliente. Este, e particularmente se não nadar em dinheiro, decidirá
em função da resposta a uma pergunta fundamental: Isso quanto custa? Querem que
acreditemos que o empreiteiro faz as melhorias que lhe pareceram bem, sem o
dono da obra saber sequer quanto iriam custar?! A menos que tivessem sido gratuitas…
Diz o empreiteiro que o conteúdo do famoso atrelado foi
descarregado nas suas instalações e este aí ficou parado sem se movimentar. Quando
foi encontrado pelos jornalistas em Barcelos, ele estava acoplado a um camião
trator do empreiteiro. Sendo que a galera pode perfeitamente ficar estacionada
sem companhia, qual a razão desse casamento ainda em vigor há tão pouco tempo? Querem
que acreditemos que esse camião ficou imobilizado, agarrado ao atrelado, desde
algures em 2025 até julho de 2026?
Disse LS que apresentaria o detalhe dos trabalhos e
pagamentos no final dos mesmos. Disse na conferência de imprensa que o
empreiteiro amigo já lá não trabalhava. Então, por favor, o que falta para
mostrar a totalidade do que foi feito, faturado e pago?
Chateia-me !
