17 janeiro 2026

Estou em reflexão

Não é que precise deste período de retiro para definir o meu voto de amanhã, contudo aprecio a calma. Sei que só liga a televisão quem quer e no canal que escolher, mas deixar de ver candidatos a fazer pinos reais ou simbólicos, ou aos beijinhos e abraços por feiras e mercados, dignifica a imagem que guardamos deles para quando os virmos amanhã no boletim de voto.

Achei muito curiosa a intervenção de Marcelo R. Sousa, defendendo a importância deste dia de reflexão, quando ele votou antecipadamente, sem dele ter usufruído. Também não justificou porque necessitou de votar antecipadamente, sendo que o voto antecipado parece-me ser dirigido a quem disso necessita, prescindindo, portanto, do período de reflexão.

Enfim, que Marcelo de tudo fale, sem necessidade de tudo justificar, já estávamos habituados e, nestas minhas reflexões, só me resta esperar que no futuro não venhamos a ter saudades do tempo dos seus mandatos.

15 janeiro 2026

A dificuldade de pensar…


Em outubro de 2024 o Governo lançou o Passe Ferroviário Verde com o qual, por 20 euros mensais, se pode viajar numa larga gama de serviços da CP, incluindo o Intercidades (IC). Não se previu que a procura pudesse disparar a ponto de saturar a oferta disponível, com impacto significativo nos ICs de reserva obrigatória.

Com as reservas a abrirem 24 horas antes da partida prevista da estação de embarque do passageiro, os utilizadores desenrascados descobriram que reservando para uma partida de uma estação a montante da sua teriam acesso à reserva com mais antecedência e pelo mesmo preço!

Obviamente que o truque se generalizou e alguém que queira ir de Santarém para Lisboa no IC das 13h18, pode fazer a reserva no mesmo comboio a partir de Braga, de onde sai às 10h04, ganhando mais de três horas de “vantagem”. Se alguém pretender ir no mesmo comboio do Porto até Coimbra, poderá não o conseguir porque há um lugar reservado desde Braga para alguém que vai entrar apenas em Santarém.

Que não tenham previsto o problema ainda se pode tolerar, enfim…, agora que não tenham encontrado solução, que continuem a circular comboios com lugares fisicamente disponíveis e gente a ficar em terra, já é mais um sinónimo de incapacidade de pensar e realizar, porque para encontrar uma solução para resolver este absurdo não é necessário desenterrar Einstein. Pelo menos já batizarem o fenómeno. Chamam-lhe “Viagens fantasma” e, como se sabe, não é fácil lidar com o sobrenatural.

14 janeiro 2026

E Marques Mendes desistir?

Dizia Cotrim no início da pré-campanha que tinha sido “convidado” a desistir em favor de Marques Mendes. Não chegou a precisar quem o tinha feito, nem exatamente como e o assunto caiu no esquecimento.

A campanha real provou que Marques Mendes, saído da cadeira de comentador televisivo vale pouco e pouco convence. Nem é apenas a questão da altura e da voz nasalada. A sua linguagem corporal não demonstra de forma nenhuma “pose de estadista”.  Dada a forma arrastada e algo repetitiva (professoral ?!) como comunica, chega-se ao ponto de querer dizer-lhe: deixe de falar para os seus botões e seja conciso. A forma como comprou a polémica levantada por Gouveia e Melo, também foi infantil e pouco valorizadora.

Correu mal e, contra as expetativas oficiais iniciais, Marques Mendes parece estar fora da corrida, quando Cotrim ainda tem algumas hipóteses. Hoje, este fez um apelo ao voto do PSD na sua candidatura. Não sei se está deslumbrado com o sucesso, com vontade de humilhar adicionalmente Marques Mendes ou simplesmente criar um novo “facto” que permita enviar para segundo plano os anteriores, menos favoráveis.

Uma coisa é certa. Para a “direita democrática”, fazia sentido que MM efetivamente desistisse em favor de Cotrim. Não sei se depois alguém o “aturaria” nem como o PSD iria digerir a história do flop. De todas as formas, de um flop já não se safa… estava-se mesmo a ver que MM presidente não seria a primeira escolha de muita gente do próprio partido, não?

 

13 janeiro 2026

Opus

Certamente que haverá muita gente boa e bem-intencionada associada ao movimento Opus Dei.

Quem se quiser informar (e não pelo “Código da Vinci”) encontrará facilmente alguns detalhes que farão franzir sobrolhos. Uma organização elitista focada no poder, abusos de poder e o degradante tratamento das auxiliares, coerções e limitações das liberdades dos seus membros, mortificações corporais e outros sacrifícios físicos algo medievais, manipulações tocando gente demasiado jovem para ser embarcada nestes projetos, roturas familiares pouco cristãs, altos jogos de xadrez no Vaticano apadrinhados por João Paulo II. Enfim, muita coisa muito pouco enquadrável e abençoável pelos princípios cristãos, sendo que, se Cristo voltasse à Terra, talvez os tratasse pior do que fez aos vendilhões do Templo. E, mais uma vez, todos aqueles que participam e acreditam estar num campeonato pio e meritório, tentem informar-se (se puderem) e ser objetivos.

Sobre o pano de fundo do colapso do Banco Popular, este livro faz uma viagem detalhada sobre a história da organização, visitando muitos dos detalhes que em grande parte já se conheciam. O que me deixou muito surpreendido e mesmo chocado foi, particularmente relativamente aos EUA, a facilidade com que milhões e milhões podem ser oferecidos e circularem sem o público saber bem quem paga o quê e para quê. É conhecido que por lá os donativos para as campanhas eleitorais, por exemplo, atingem dimensões astronómicas, chocando um pouco tentar imaginar o que os doadores estão a (tentar) comprar que possa justificar tais valores.

Quanto à sua entrada e influência nos meios académicos, entre estes e os wokes, o Diabo pode estar à vontade para escolher…!

Voltando ao Opus, resta esperar que o Papa Leão XIV continue os passos do Papa Francisco, refreando os ímpetos e o poder da organização, caso contrário parece-me existir um risco de vermos uma mutação da religião, com José Maria Escriva a substituir Cristo como figura fundamental e este a deslizar para partilhar o fundo da cena com Abrão.

Em conclusão o que me repugna fortemente são organizações, esta e outras semelhantes, utilizarem boas causas como simples engodo para projetos de poder, atraindo e enganando gente bem-intencionada.

Se alguém discordar, diga… 

Sobre estas reflexões de há 20 anos, pouco mudou...

11 janeiro 2026

Pobres políticos


É extremamente positivo que quem desempenhou cargos políticos consiga ter uma atividade profissional e rendimentos na vida que é a real para a esmagadora maioria dos cidadãos. De escrutinar será, não necessariamente a lista dos seus clientes, mas a natureza das prestações. Quando se evoca o manto diáfano (Eça está na moda…) da “consultadoria” é indispensável entender de que é que se fala exatamente. Porque é que uma empresa privada, que luta para sobreviver, que se calhar até gostaria de remunerar melhor os seus colaboradores, vai entregar recorrentemente uns milhares de euros a ex-políticos? Qual o retorno?

Alguém que cobra por consultadoria é alguém que tem um conhecimento específico e muito especializado sobre uma dada matéria. Não existem consultores “todo-o-terreno”. Daí ser um pouco surpreendente como alguém que nasceu e sempre vivou na política possa ter esse valor para vender a uma larga diversidade de empresas.

O que cheira é que as empresas precisarão de acesso a informações e contactos com decisores que estão na agenda de contactos desses “consultores” … Na minha opinião, esta necessidade não existirá num país eficiente e decente. Quem precisa de informação e interação com o poder, deve ter acesso direto claro e transparente, sem precisar de andar a pagar gorjetas a porteiros e estafetas que os possam conduzir por corredores (propositadamente?) obscuros e mal sinalizados.

Voltando ao valor de quem faz carreira na política, sendo certo que políticos são necessários, talvez valesse a pena pensar em eliminar os empregos partidários para jovens e as estruturas “jotas”. Todos deveriam começar com uma atividade externa em concorrência e baseada nalguma competência. Entenderiam melhor o país real e teriam também um sítio limpo para onde regressar no dia em que saíssem da política ativa.

09 janeiro 2026

Segurando o PS


A degradação do nosso regime (não só do nosso, mas por hoje focamo-nos aqui) e a erosão dos partidos tradicionais são, a prazo, um retrocesso e um risco para o sistema democrático em que nos habituamos a viver, em liberdade.

Por muito eco que as propostas extremistas possam ter em gente séria, bem-intencionada e com motivos concretos e válidos para estar desiludida com o “sistema”, é evidente que a sua eventual colocação em prática não irá nada resolver, muito pelo contrário.

Os radicais de esquerda podem invocar bons-sentimentos e projetos de uma humanidade mais justa e generosa, mas a sua implementação sempre falhou, tanto na vertente económica, sem geração de riqueza não há milagres, como no próprio campo que lhes é teoricamente caro, o da liberdade. Os de direita, podem apelar à salvaguarda de valores tradicionais e uma certa ordem e segurança, mas também trazem o risco de uma discriminação injusta e até violenta.  Em ambos os casos, a prazo, não haverá tolerância, segurança e sucesso.

Parece-me claro que o modelo que funciona melhor é o atual e o problema não está nos seus princípios, mas sim nos seus intérpretes. Dentro dos protagonistas recentes que se distinguiram pelas piores razões, está obviamente o PS. Falamos de Sócrates e dos seus órfãos e afilhados, assim como dos coitados por ele “enganados”, que nada viram. Também não há anjos, longe disso, mas o PS leva a medalha de ouro (?!) de longe no campeonato da degradação e descredibilização do nosso sistema.

A candidatura de AJ Seguro às Presidenciais não é certamente um toque mágico que tudo pode resolver, mas o seu sucesso, que sinceramente gostaria de ver acontecer, seria um grande passo na regeneração de um dos partidos fundamentais do nosso regime. Sou eu a ser otimista, mas às vezes é preciso.

04 janeiro 2026

E agora mundo…?

O regime de Nicolás Maduro era criminoso, não tinha legitimidade e é possível (sejamos otimistas) que o povo venezuelano passe a viver melhor no futuro, após esta operação militar. Depois do descalabro social e económico provocado pelo chavismo, não é muito difícil.

No entanto, e por muito que possa eventualmente melhorar a vida no país, é impossível apoiar a operação dos EUA, simplesmente porque o argumento de ter o direito de aniquilar um regime narco, serve também para atacar os “nazis” da Ucrânia pela Rússia e os “amotinados” de Taiwan pela China. Nestes dois últimos casos não há nenhuma “desculpa” minimamente séria e razoável nem nada de bom a esperar para os países atacados.

Não faltam países no mundo com regimes criminosos cujas populações têm a vontade e o direito a viverem melhor, no entanto, ao avançar com intervenções militares, sabe-se como começa, mas não se sabe como acaba.

No pano de fundo temos uma ONU completamente ultrapassada e esvaziada. Quando a diplomacia colapsa, entram as armas. O mundo em que queremos viver tem que saber como conviver com essas armas, recordando que nem sempre estarão em “boas” mãos.

03 janeiro 2026

E deixar de pifar?


Há países onde a passagem do controlo de fronteira nos aeroportos é uma lotaria que pode atingir várias horas de espera. Esses calvários não estão necessariamente associados a exigências de segurança. Em países como a China ou Israel, por exemplo, tive a experiência de uma passagem relativamente fluida. O problema está fundamentalmente na organização e, muito, nas atitudes.

Recordo-me de situações onde é necessário preencher uma ficha, muitas vezes escrita de pé na fila, com o passaporte a servir de apoio e depois o funcionário ficar paulatinamente a colocar os traços dos Ts bem horizontais e a completar as perninhas nos Ns e Ms, enquanto centenas de pessoas atrás esperam.

Vem isto a propósito do aeroporto de Lisboa onde por isto ou por aquilo é recorrente os viajantes serem brindados com largas horas de espera. Recentemente ouvi aterrorizado estatísticas de médias de 3 horas e pontas de 7! Tantas horas a fio, de pé, numa fila é absolutamente vergonhoso e mesmo desumano. Certo que as instalações não são as ideais… mas quando a PSP sugere a realização de um plenário no pico da tormenta, não parece estar do lado da solução. Será necessário ressuscitar o SEF, tipo baralhar e tornar a dar?

Quando a ministra atribui a culpa a um servidor que “pifou”, ficamos a adivinhar que haverá mais coisas pífias naquele sistema… Dizem nos Websummits que somos um país com um enorme potencial nessas coisas das tecnologias!  Que isto é indecente e vergonhoso disso não há dúvidas e para uma resposta eficaz ontem já era tarde!

01 janeiro 2026

Pela vida

Nas últimas horas de Sol de 2024 o jardim teve direito a uma limpeza. Os trabalhos foram supervisionados de perto por um atento passarito, talvez preocupado por o corte de galhos afetar o seu habitat ou na expetativa de que nas voltas e reviravoltas surgisse alguma coisa simpática para debicar.

Ficou por al a saltitar de galho em galho, pela relva, pelos passeios e até mesmo em cima do balde que recolhia os verdes. Caídos os últimos raios de Sol de 2025, terminados os trabalhos, despediu-se e lá terá ido à sua vida.

Uma coisa é certa. Mesmo por entre ramos secos que mais tarde ou mais cedo desaparecerão, haverá sempre um novo Sol a nascer e alguma forma de vida para o receber e para ser apreciada.

Aproveitem 2026!


31 dezembro 2025

As imagens de 2025

 

Neste dia de balanços o Público apresentou uma galeria com as imagens selecionadas do ano.

Um pouco intrigado sobre a representatividade das mesmas, resolvi fazer uma pequena estatística sobre temas e geografias. O resultado está acima.

Fora de questão fazer aqui uma análise detalhada do assunto, até porque imagino que a seleção das imagens envolve uma componente técnica e estética, para lá do conteúdo temático. No entanto…

Avassaladora a dominância da estética da guerra e em particular, previsivelmente, do Médio Oriente. A China tem uma referência tecnológica, combate de robots, nada mais a assinalar para esta grande potência e a sua política, por exemplo as ameaças a Taiwan. África também conta muito pouco. A religião é muito ajudada pela mudança de Papas. A arte e cultura ficam por um concerto de Ariana Grande.

Em resumo, não está em causa menorizar as desgraças e sofrimentos, mas gostaria de ver um retrato do mundo com um pouco mais de exemplos positivos e de mérito, assim como uma visão das guerras no mundo menos concentrada. 

30 dezembro 2025

Se o ridículo matasse, este país estava morto

No boletim de voto das Presidenciais de 2021 constava um senhor chamado Eduardo Nelson da Costa Batista, um candidato fantasma, já que quando o TC chumbou a sua candidatura os boletins de voto já estavam impressos.

Seria previsível que depois de tão ridículo falhanço, tivessem sido tomadas medidas para evitar repetições. Parece que não. Para 2026, as eleições seguintes às de 2021 parece que vamos ter não um, nem dois, mas três candidatos fantasmas nos boletins.

Coisas que acontecem quando a incompetência e impunidade são muitas. E fico por aqui, para não entrar pelos palavrões! Não criem uma cultura de meritocracia no aparelho do Estado, que estamos bem. Tudo funciona da melhor forma possível, dadas as (podres) circunstâncias.

Nota adicional: Aqui, há 5 anos eu esperava ingenuamente que não seria repetível...

27 dezembro 2025

O este e o aquele


Para quem não assistiu, cá vai um resumo da principal discussão no último debate das Presidenciais, por acaso até envolvendo dois candidatos com fortes probabilidades de chegarem à final.

- Você é um “este”!

- Não sou, não!

- É sim!

- Não sou!

- Sim, é!

               - Justifique porque me chama um “este”!

- Não preciso. Você é que tem de provar que não é!

               - Mas você saiu-me cá um “aquele”!

- Não, não sou!

               - É, sim senhor!

- Você é que é um “este”!

               - Você é que é um “aquele”

 Só faltou para manterem o nível (presidencial, recorde-se) encerrarem com um

- Quem o diz é quem o é!

- Tens cara de chimpanzé!!

E os verdadeiros primatas que me desculpem a imagem! 

24 dezembro 2025

E Natal


É fácil desejar Bom Natal, faz todo o sentido dizê-lo e não é preciso acrescentar muitas considerações adicionais. Depois de tantos anos e tantos Natais será também difícil encontrar coisas para dizer que ainda não tenham sido ditas…

Gosto do Natal, do calor humano e das luzinhas. Nos campanários das igrejas, nos arcos improvisados sobre as ruas, nas varandas e nas janelas das casas, até mesmo em jardins e em escolas (ainda se pode). É muito difícil objetivamente maldizer o Natal. Certo que alguns o vivem um pouco demasiado consumista e superficial, mas não vamos matar o todo por causa de uma parte.

Tem uma matriz religiosa, se não quisermos recuar a considerações sobre celebrações pagãs de solstícios, mas, e isto sou eu a achar, toca positivamente muita gente não crente, não havendo absolutamente nenhuma razão para afetar negativamente outros crentes… está para lá disso. Quem assim não achar, é livre para tal, mas não mate nada, porque o Natal não tem nada a ver com mortes.

Feliz Natal

21 dezembro 2025

Parabéns, Pink Floyd

O álbum “Wish You Here” dos Pink Floyd lançado em 1975, teve uma reedição que agora, 50 anos depois, voltou a alcançar o primeiro lugar no top das vendas do UK. É obra.

Já há 20 anos, eu dizia aqui que por anos e anos, eles est(ar)ão aqui. Não me enganei, mas a suposição era também de baixo risco.

Adicionalmente curioso é esta obra nem ser das mais “fáceis” de ouvir, pelo menos dentro dos padrões “populares” habituais. Logo o primeiro tema “Shine on you crazy Diamond” dura mais de 13 minutos e é necessário esperar 8 minutos até ouvir uma voz, depois da guitarra de David Gilmour cantar antes.

Alguém me consegue identificar uma obra criada recentemente que dentro de meio século consiga voltar ao topo das vendas? Não sei, mas, pode ser da idade, não estou a ver (nem a ouvir…) 

 

20 dezembro 2025

Nuno Rodrigues


Há poucos dias deixou-nos Nuno Rodrigues. Talvez os mais novos apenas o associem à polémica e processo com o plagiador Tony Carreira. Tudo terá começado quando a vedeta proibiu a editora de Nuno Rodrigues de vender “covers” das suas músicas, apesar de tudo ter sido tratado conforme as normas dos direitos de autor. Daí azedou e foram para tribunal pelos 11 “sucessos” que o Tony pouco inspirado copiou…

Não é por isso que o devemos recordar hoje. Para lá de um enorme trabalho de criação, edição e produção de muito da boa música que foi feita em Portugal, acho relevante assinalar a originalidade da “Banda do Casaco”, que ele criou e alimentou com António Avelar Pinho. O grupo foi (e é) um verdadeiro caso sério de música feita em Portugal, ultrapassando estilos e viajando por uma enorme diversidade de mundos musicais, excelentemente acompanhados de músicos, técnicos e interpretes.

Em 2013 a CNM, editora de Nuno Rodrigues, reeditou a discografia remasterizada. Um verdadeiro tesouro, do qual sou um dos felizes proprietários. Vale a pena revisitar, apreciar e valorizar.

“A loucura cura
Quando é tão pura.
E dura toda a vida,
Que só é pouca
Se pouca louca”

Amo Tracinho-te
Contos da Barbearia