Por estes dias o nosso extraordinário PCP lembrou que “A União Soviética, infelizmente que há muitos anos terminou, infelizmente, porque de facto foram anos extraordinários para o povo”. Por estes dias celebrou-se o final da II Guerra Mundial, onde a URSS esteve do lado dos vencedores.
Aqueles que querem a todo o custo encontrar algum mérito no período
soviético, descontando o anterior terror estalinista e a posterior repressão na
Europa de Leste, realçam a sua participação e generoso esforço material e
humano despendido nessa guerra, do lado “certo”.
No entanto… Em agosto
de 1939, Estaline apertava a mão ao nazi Ribbentrop (imagem), escassos dias antes das
tropas alemãs entrarem na Polónia pelo Oeste e a URSS a seguir os imitarem pelo
Leste. Até Hitler decidir entrar na URSS em 1941, os partidos comunistas
europeus viam até com alguma simpatia o regime nazi.
No final da guerra, enquanto a Oeste, Eisenhower deixa a
primazia da entrada em Paris a Leclerc, simbolicamente permitindo que a capital
de França fosse libertada por franceses, na Leste, na aproximação a Varsóvia,
quando a resistência armada polaca cresce, os blindados soviéticos param e
aguardam cinicamente. Ter os resistentes polacos massacrados pelos alemães era
trabalho em avanço, dispensando os soviéticos de precisarem de fazer mais
tarde.
O esforço de resistência clandestina polaca foi talvez
daqueles com maior dimensão e organização, mas no final perderam de novo. O
“mundo livre” deixou-nos sob a pata de Estaline.
Ainda estou à espera do detalhe do que foram os anos
extraordinários da URSS. Talvez os polacos possam ajudar.














