Doenças autoimunes são aqueles em que o organismo se baralha e erradamente identifica como inimigos as suas próprias células, atacando-as.
A sociedade ocidental por vezes apresenta comportamentos que
evocam algum paralelismo. Certo que a nossa sociedade não é perfeita, pode ser
melhorada, mas está assente em fundamentos que a tornam bastante superior às demais,
em termos de prosperidade e felicidade dos seus cidadãos. Se alguém discorda, que
apresente um exemplo alternativo concreto. Quando os próprios cidadãos, deles beneficiários,
decidem atacar e tentar destruir esses fundamentos, estão a replicar o
comportamento das doenças autoimunes.
Nestas recentes manifestações pode haver algum fundamento
nas reivindicações e algumas boas intenções, mas as práticas são absolutamente
incoerentes e inaceitáveis, como com o que está a acontecer em França. Na
imagem o edifício histórico da Câmara de Limoges em fogo, apenas um exemplo. Isto
é remédio para quê, destruir indiscriminadamente bens públicos e privados da
própria sociedade?
Fugindo ao paralelo e indo às causas, existem duas razões
potencialmente cumulativas. Uma é o “ser contra”. Com mais ou menos fundamento
ou racionalidade há quem entenda ser necessário mudar. Nada contra, desde que
num quadro esclarecido, com o objetivo de melhorar e não simplesmente destruir.
Em complemento, temos o patrocínio e influencia de outros
modelos sociais, esses sim efetivamente hostis, que conseguem influenciar as
boas e/ou inocentes vontades para desestabilizar e enfraquecer a nossa
sociedade. Para aqueles que “compram” as virtudes destes modelos alternativos,
sugiro que por lá se instalem três meses e tirem as respetivas conclusões. Para
as mulheres, três semanas já será suficiente.










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