Na Roma Antiga a população era entretida e satisfeita oferecendo-lhes pannus (pão) e circus (diversão). Hoje já não é necessário passar pela farinha, oferecem-se subsídios, isenções e outras benesses. Acabo de ler que a câmara do Porto vai tornar os transportes públicos gratuitos na cidade, mas apenas para os habitantes da mesma, por acaso os seus eleitores. Um prospero burguês da Foz viaja gratuitamente e um arrabaldino da Afurada, que vem à cidade ganhar o salário mínimo, paga!
Também tem sido notícia a situação terceiro-mundista em
Almada com a falta de abastecimento de água. Parece que alguém se esqueceu de
planear a prazo, sendo que tudo o que fica para lá do horizonte de um mandato é
esforço sem retorno (eleitoral). Em contrapartida, se formos ver o programa das
festas nesse burgo, vê-se que não falta circus. Isso não pode falhar e gastos
desproporcionados em festas, espetáculos, iluminações natalícias, pirotecnia e
outros entretenimentos vistosos são uma realidade recorrente pelo país fora.
Pode a prazo a água faltar, mas circus é que nunca se pode dispensar.
Sabemos como acabou Roma. Na barbárie.
PS: Se um dia faltar o abastecimento de água em Vimioso, a
Ministra do Ambiente também lá irá solidária…?

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