Não foi a primeira vez, nem será certamente a última. Face a uma situação não rotineira, o aparelho do Estado entra em modo barata tonta, sem rumo nem determinação, como se tivesse aterrado num mundo alienígena, que é preciso “aprender”. Enquanto pessoas desesperadas e desalojadas caem dos telhados ao tentarem proteger o que lhes resta das suas casas semidestruídas, enquanto isso… um ministro produz vídeos de autopromoção, outro levanta uma barraca e leva uma dúzia de militares com motosserras a um beco, uma ministra penosamente luta por conseguir nos dizer algo com sentido e uma caravana ministerial de veículos negros vai lá ver…
Ao fim de vários dias, anunciam-se uns apoios… é tudo o que
sabem fazer: oferecer dinheiro. Capacidade e estruturas efetivas e competentes
de liderança e de realização não existem. Nem existirão. Quando a matéria-prima
é fraca o resultado será sempre sofrível.
No final, face ao mundo real, os alienígenas são os
“responsáveis” políticos.
A imagem dos F16 danificados no hangar é também um bom
exemplo de como, mesmo nas Forças Armadas, prevenção e antecipação não parecem
ser conceitos familiares.
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