24 outubro 2005

Por fora da luz



Para lá da nossa luz?
Desconhece-se, nem se imagina.
O lugar mais escuro? Por baixo da luz?
O lugar melhor compreensível? Por fora da luz?

23 outubro 2005

Claques e torcidas


Notícia de primeira página na “Folha de S. Paulo” de 19.10.2005.

São Paulo e Ponte Preta jogam hoje em Campinas sob o temor da onda de violência que matou três torcedores desde domingo. Em um dos casos, são-paulinos espancaram até à morte um torcedor da Ponte.
O jogo é um dos remarcados devido às fraudes no Brasileiro. A partida anulada fora vencida pelo Ponte (1 a 0). [...]
Os torcedores mortos foram enterrados ontem, em clima de revolta. As torcidas organizadas podem ser proibidas de usar suas camisas (trad. camisolas).

Isto pode ser visto como uma boa notícia para nós: as nossas claques não chegam a este ponto!

Ou como uma má: aonde isto pode chegar...!

20 outubro 2005

Cataratas da Foz do Iguaçu




Já tinha ouvido falar, já tinha visto em fotografia e até mesmo em filme. Apesar disso, não consegui prever a sensação que me provocou assistir a tão intenso e brutal espectáculo natural.

Passei lá num período de grande caudal. É difícil transmitir por palavras ou imagens a impressão causada pela vista do avassalador jorro da água ao longo de quilómetros de largura, o som grave omnipresente e ininterrupto e a humidade intensa levantada na base da queda. Humidade que tapava mesmo a vista da “Garganta do Diabo”, envolvendo o cenário numa bruma pesada e que, mais próxima, se transformava numa espécie de chuva louca... Nunca assisti ao vivo a uma erupção vulcânica mas as quedas de Iguaçu fizeram pensar num vulcão de água.

Não, não é de descrever. É de ficar respeitosamente parado, em profunda reverência por tão arrasadora demonstração de poder da natureza.

19 outubro 2005

Os eleitores e a mudança...

Porque será que os eleitores são tão avessos à mudança quando se trata de autárquicas e tão prontos a “alternar” quando se trata de legislativas?

De uma forma geral, a mudança de um presidente de câmara só ocorre quando há um historial bastante mau ou quando o “desafiador” é mesmo uma estrela. Desde que o presidente em funções tenha um desempenho mínimo, a reeleição parece garantida.

É evidente que em muitos municípios, principalmente no interior, a câmara é um grande empregador e um pivot de grande parte da actividade económica local. Mas, será que o estabelecimento da “teia de interesses” com a administração local por parte das forças vivas, é suficiente para mobilizar tanto eleitorado? Se for assim, é extraordinariamente preocupante.

Quando vemos a facilidade com que o governo em funções é capaz de cair em intenções de voto, à mínima contrariedade, à mais pequena escorregadela, à primeira medida impopular, não deixa de surpreender a diferença que se regista com as autarquias.

Bom... os autarcas não tomam nem assumem medidas impopulares (para lá de raras excepções, das quais destaco Rui Rio). Também não parecem ser responsáveis/responsabilizados pelas asneiras que fazem. No entanto, se falarmos somente em urbanismo, já temos pano para muitas mangas...

É curioso comparar ainda a forma como a comunicação social e a opinião pública reagem, e muito bem, a nomeações de “amigalhaços” na administração central com a aparente resignação com que se encara o que se passa no poder local.

Em resumo, creio que os autarcas não são suficientemente avaliados nem responsabilizados pelo eleitorado. Pode ser por deficiente cobertura da comunicação social, pela simples e clássica resistência à mudança - “Este, já conhecemos, o outro pode ser pior....”.- ou por reflexo de defesa tribal e autismo bairrista... “olha olha!! Vêm agora aí uns palermas de fora criticar um dos nossos. Fará algumas asneiritas sim... mas quem há quem as faça ainda pior, há sim senhor! E, ao menos, deixa obra!!”

Mesmo quando, nos casos limites, entra a responsabilização criminal, os eleitores continuam a identificar-se com a “gente da terra”, conforme se verificou nas últimas eleições. Estranho....e com péssimos resultados bem à vista.

17 outubro 2005

Sinistralidade rodoviária. Legislação ou formação?

De acordo com os números divulgados recentemente, o novo código da estrada fez aumentar as multas mas não diminuiu a sinistralidade. Para mim, isto não constitui surpresa. Creio que uma boa parte do problema não está na legislação mas sim na formação e na consciencialização.

Por exemplo, muitos acidentes graves por despiste em IP’s de montanha, são provocados por simples inaptidão e falta de preparação dos condutores. Não sabem conduzir. Não sabem que naqueles declives, em piso molhado, uma travagem fora de sítio ou um golpe de direcção podem ser suficientes para desequilibrar o automóvel, mesmo não estando em excesso de velocidade. E isso não se resolve com legislação.

Outro exemplo sintomático, é a utilização dos coletes reflectores. O pessoal até aderiu bem e acha “catita” envergar o dito cujo, até mesmo nas costas do banco. Mas.... quantas vezes se vê a família à volta do carro; o condutor com o colete obrigatório e os demais sem colete, porque não é obrigatório. Já me ocorreu ver um colete a mudar um pneu quase completamente escondido por pares de pernas em redor. Estranhamente, o pessoal não sabe, nem pensa, que, se o colecte é obrigatório, é porque é extremamente perigoso estar no exterior do automóvel, na estrada, e, se for mesmo necessário estar, o colete ajudará a ficar mais seguro.

Aprender a conduzir, no léxico oficial, equivale a saber de cor pesos, dimensões e outras coisas de utilidade muito questionável relativas a veículos que nunca se conduzirão. A perícia na condução é medida pela capacidade de estacionar e fazer inversão de marcha sem tocar no lancil do passeio. Depois, há os que são melhores ou piores autodidactas; que têm maior ou menor sensibilidade; que têm sorte, ou não.

As revalidações da carta de condução são meras formalidades administrativas. Que tal um pouco de formação contínua obrigatória?

14 outubro 2005

Eu diria que algo não bate certo...



Por vezes há coisas que nos confundem.
Em que algo nos diz que não está bem assim....
Não bate certo...

Felizmente, há outras coisas, espetadas no chão, para ajudar a situar a questão...

13 outubro 2005

E ainda... Brel

Quando, há cerca de 12 anos, peguei em armas e bagagens para me instalar na Bélgica, para uma “comissão de serviço”de uns anos, esse país tinha, para mim, dois “B”s associados: Bruxelas e Brel.

Tendo-me instalado num meio principalmente flamengo, desde logo me surpreenderam algumas respostas à minha curiosidade sobre o significado de Brel para eles. Respostas evasivas. “Sim... Brel... pois... acho até que temos lá em casa um disco dele”. Não conseguia entender como, para a dimensão de Brel e o seu impacto na cultura do país, se podia falar dele como se de alguém datado, que tivesse tido um sucesso numa dada altura, e de quem ficou um álbum no armário.

Polémico sim, de gostar ou de detestar, ou, quando muito, de desconhecer... mas nunca de referir superficialmente. Posteriormente aprendi que a separação, sem coragem para divórcio consumado, entre Brel e alguns flamengos, se deveu ao corrosivo “Les Flamingants, chanson comique” do “Les Marquises”. Depois da anterior brincadeira sobre uma certa “limitação de vistas” do “Les Flamandes”, Brel não teve meias-palavras para arrasar um espírito mesquinho e hipócrita daqueles que eram “nazis durante as guerras e muito católicos no intervalo delas”.

A resposta a esta provocação foi o tema ter sido censurado pela rádio pública flamenga e, muitos flamengos, terem escondido os álbuns lá para a parte de trás do armário... sem coragem para os deitar fora, nem para manifestar frontalmente o seu desagrado.

Provaram que Brel tinha razão.

11 outubro 2005

E ainda música, e ainda Brel



A referência da semana passada a J. Brel, fez-me ir consultar, uma vez mais, o livrinho que veio com a minha caixa de CDs da sua obra completa. E cito, em tradução livre, sem quase nada acrescentar, excepto uma referência à extraordinária beleza de LE BON DIEU.

[...]
Brel abandona-nos definitivamente, parece. Ele mostrará, no entanto, L’HOMME DE LA MANCHA, alguns meses mais tarde, onde LA QUETE, parece resumir toda a sua vida. Mas brevemente saberemos pelas revistas indiscretas que ele partiu para se perder entre o céu e a água nas ilhas do sol. Rumores de doença, imprecisos e mal desmentidos, correm. Várias vezes se anuncia a sua morte. Depois o silêncio acabará por cair sobre esta agitação e, pouco a pouco, as notícias são cada vez mais raras.

[...]
E depois, no Outono de 77, a notícia cai, sem que se saiba muito bem se se pode acreditar mesmo nela, as decepções após as esperanças muito vivas são as mais dolorosas: Jacques Brel está em estúdio a gravar um novo disco.
Raramente um acontecimento discográfico foi tão aguardado. Um milhão de pré-encomendas [...] As pessoas fazem fila na rua como para comprar pão em tempo de guerra. Algumas discotecas afixam mesmo na montra “Brel esgotado”, quando o álbum ainda não sequer saiu. E, brevemente, em centenas de milhares de pratos, um disco de vinil negro, pejado de palavras que entopem a garganta. Uma voz vinda de tão longe (no sentido tanto geográfico como humano), que subitamente nos pede contas sobre a morte JAURES, nos fala da de JOJO e do insuportável sofrimento de VOIR UN AMI PLEURER ou um casal acabar em cinzas (ORLY) [...]

Um disco em que se sente a cada instante a urgência de arrancar ainda algumas palavras à morte que avança, antes se sair do jogo “por decisão do árbitro” (VIEILLIR).

Um disco, enfim, após o qual um homem só se pode calar. Definitivamente. Depois de ter parado com uma palavra as lágrimas daqueles que, daí em diante, deverão aprender a seguir de pé sem ele.

“Veux-tu que je te dise
Gémir n’est pas de mise
Aux Marquises"


* foto da capa do albúm "Les Marquises"
Continua...

07 outubro 2005

Pragmatismo eleitoral ou falta de seriedade?

Se os “quatro magníficos” ganharem as eleições em Gondomar, Felgueiras, Amarante e Oeiras, será mesmo uma surpresa? Seguramente será uma vergonha, mas, se eles foram escolhidos e protegidos até agora pelos partidos, não terá sido precisamente pela sua capacidade de ganhar?

Ou já nos esquecemos, nas últimas autárquicas, da distracção do PS que insistiu em apostar em Fátima Felgueiras quando todos os indícios apontavam para a prudência da sua exclusão? Ou do autismo do CDS/PP que nunca se preocupou com o comportamento do seu autarca do Marco, desde que ele ganhasse as eleições. Ou o PSD? Que esperaria ele quando lançou Valentim Loureiro, para já não falar no seu indescritível João Jardim....?

Para além deste “pragmatismo” dos partidos existe algo mais a assinalar que é o “pragmatismo” do eleitorado. Quando confrontados com dúvidas quanto à seriedade dos candidatos, afirmam que isso não é demasiado importante, desde que a “terra” beneficie com a sua “obra”. Estou mesmo a ver o Sr. Ruas a vir à praça, com modos de virgem ofendida, defender a sua corporação...

Eu acho que tudo isto não é pragmatismo. É falta de princípios. Um pouco como eu dizer que não me importo de ter um sócio desonesto, desde que eu tenha algo a ganhar com isso. E quero acreditar que a falta de princípios sãos se paga sempre, mais cedo ou mais tarde.

E, já agora, que se veja em detalhe a origem do financiamento destas campanhas. Se a dos partidos já tem muito que se lhe diga, estas então....

06 outubro 2005

Ainda a música e o mundo ...

Estará quase a fazer um ano que recebi a visita inesperada dum argelino, num dia em que, por mera coincidência, no automóvel tinha a rodar um CD do argelino, Cheb Mami. A surpresa do visitante foi enorme e ainda aumentou quando lhe manifestei a minha admiração pelo “seu” Albert Camus. Uma semana depois, recebi uma encomenda da Argélia com 4 CD’s, 1 DVD e dois romances, tudo de produção Argelina.

Para retribuir o gesto simpático procurei uma pequena amostra da nossa música. No capítulo da de raiz tradicional, encontrei, por puro acaso, um disco chamado “Segue-me à capela”. Um simples disco, edição de autor, em que 7 vozes femininas e pouco mais revisitam temas principalmente tradicionais de uma forma extraordinariamente bela, singela e profunda, pura e rica.

A música tradicional é talvez um dos domínios em que é mais evidente a nossa raiz multi-cultural e em que essa raiz se mantém firme e inabalável. Antes de ter sido redescoberta nos finais de 70, inícios de 80, andou escondida durante muitos anos sob o manto redutor e, muitas vezes, deturpador da “folclorite”. Quem ouviu não esqueceu uma “Charamba” da Brigada Vitor Jara ou uma “Tirana” dos Almanque ou, noutro contexto, o Júlio Pereira que com um simples disco fez mais pela reabilitação e promoção do cavaquinho do que 50 museus e 10 ministros juntos. Uns anos largos passados sobre essa fase, são bem-vindas novas lufadas de ar fresco como este “Segue-me à capela” para nos recordar e reavivar um pecúlio em que somos inquestionavelmente muito ricos.

Como dizíamos no lema de uma colectividade destas andanças em que estive envolvido há uns bons anos: “património cultural é a memória de um povo” (um bocadinho redutor, frase feita, gasta, usada e abusada por muitos anos de uso e etc, mas com um fundo inquestionável...).

Curiosidade final. Quando, mais tarde, tentei comprar alguns CD’s das “Segue-me à capela” para oferecer numa visita à Tunísia, a Fnac já os tinha retirado, trocados talvez por umas “Marisas”. Tive que os pedir directamente ao grupo.

03 outubro 2005

Música no mundo

Gosto bastante de música, mas, frequentemente, sofro de um problema de excesso de expectativa.

Vejamos alguns exemplos e começando pela anglo-saxónica, onde, como já me disseram, o meu desfasamento não se mede em anos mas sim em décadas. Depois dos gloriosos 70’s dos Pink Floyd e Genesis/Peter Gabriel, alguém conseguiu sequer chegar perto? Não, eu acho que não. Em consequência, ligo pouco ao que se faz por aí...

Música de expressão francesa. Grandes autores, grandes intérpretes. Apesar de uns trabalhos recentes com algum interesse de Alain Souchon, alguém conseguiu chegar perto sequer do grande Jacques Brel e, em particular, do seu assombroso álbum final, “Les Marquises”? Não, eu acho que não.

Música brasileira. Todo um mundo, que nós, portugueses, tivemos o privilégio de descobrir cedo. Mas... o que se faz hoje, estará ao nível daquela fase da qual destaco Chico Buarque e a grande obra “Construção”? Não, eu acho que não.

Música portuguesa. Consciente da dificuldade de ser juiz em causa própria, considero que temos um património riquíssimo e nem vale a pena debitar nomes. Mas, nos últimos cinco anos, quantos trabalhos de fôlego foram feitos que perdurarão? Excluindo talvez os inéditos de António Variações, pelos Humanos, e o excelente “Norte” de Jorge Palma, não me ocorre mais nada. Mesmo o aparentemente inesgotável Sérgio Godinho perde-se em novas versões de sucessos antigos, no que já me parece mais uma delapidação do que uma reinvenção.

Tenho buscado música por outros cantos do mundo. Das minhas idas frequentes à Argentina, há meia dúzia de anos, ficaram destacados o incontornável Piazzolla e Adriana Varela. Mas... depois da “Balada para un loco” que mais se poderá fazer? Muito pouco, acho eu.

A seguir ao Magreb, com Cheb Mami e Souad Massi, vários gregos, a Turquia com Onur Akim, chegou agora a vez dos Balcãs. Comprei dois CD’s, de Goran Bregovic e Boris Kovac. Bom, muito bom mesmo. Ainda bem que existe tanto mundo. Mas.... depois da fabulosa “Ballads at the end of time” do segundo, se calhar vai ser difícil encontrar melhor....

29 setembro 2005

Quem tem medo da Microsoft? (3)

Actualmente estamos como se houvesse um fabricante de automóveis, por exemplo, a GM, dominante com 95% do mercado. Que, explorando esse sucesso, também passou a ser dominante na construção e exploração das estradas, nos sistemas de portagens, nas áreas de serviço e no combustível fornecido. Seria também dominante nos camiões, autocarros e motociclos. Teria participações minoritárias noutros meios de transporte alternativos.

Quem tiver um GM abastece automaticamente. Quem não tiver terá problemas porque, quando a sua marca estiver adaptada ao sistema de abastecimento definido pela GM, esta mudá-lo-á. Esta exclusão “de facto” traduzir-se-ia noutros aspectos: Quem tiver um GM passa na ViaVerde; quem não tiver fará a fila para a portagem manual porque o seu veículo não se entende bem com o sistema GM da portagem. Quem tiver um GM dialoga com os semáforos e apanha mais verdes; quem não tiver apanha mais vermelhos. E por aí fora...

Quando a GM fosse instada a revelar a fórmula do combustível, diria que se trata de propriedade intelectual protegida e acrescentaria que não garante o correcto funcionamento dos seus automóveis com combustível não GM. Diria também que não garante a segurança das estradas em que os semáforos não sejam GM.

Dá para imaginar o problema enorme que esta situação representaria. Nas tecnologias de informação estamos parecidos. O “bug do ano 2000”, cuja história aliás não está totalmente contada, demonstrou que estamos dependentes social e economicamente dos sistemas informáticos muito mais do que imaginávamos.

Mais do que um problema comercial/jurídico ou Europa versus USA, a MS é um problema estratégico macroeconómico. Mais do que penalização, creio ser necessária regulação. Exactamente, como há para outros aspectos sensíveis, como a energia. Ninguém imagina um mundo em que o petróleo seja dominado por uma única companhia, pois não?

27 setembro 2005

Quem tem medo da Microsoft? (2)

A Intel e a Microsoft (MS) avançaram de vento em popa. Alturas houve em que se trocava de PC’s porque a nova versão da MS não corria no antigo hardware da Intel e, no final, depois de pagar o novo sistema, não se entendia bem o que se tinha ganho em funcionalidade efectiva.

Com esses proveitos, a MS investe em desenvolvimento, recruta bons profissionais e compra produtos que integra. Progressivamente vai aniquilando a concorrência e esvaziando o mercado em quase todas as áreas em que entra.

De uma forma um pouco simplificada pode dizer-se que a Microsoft nunca criou nada de brilhante. Quem se lembra dos primeiros processadores de texto e folhas de cálculo, sabe que eles eram muito mais agradáveis de utilizar do que os produtos MS que os seguiram. Mais recentemente, quem usou o Lotus Notes ou o Netscape sabe o que é a sua comparação com o Outlook e o Microsoft Explorer.

Também não mostrava grandes preocupações com a qualidade dos produtos lançados no mercado. Quando os Macintosh tinham já um sistema gráfico a funcionar perfeitamente, a MS apresenta as primeiras versões do Windows com um desempenho e uma fiabilidade indignas de qualquer “software-house” de vão de escada. A quantidade de palavrões vociferados no mundo inteiro por trabalho perdido devido aos bugs da MS, dá para encher muitos infernos.

A MS dominante desperta ódios e paixões. O seu sucesso é devido à sua estratégia e ao mercado que abraça a independência do fabricante com tanta força que desvaloriza a nova dependência criada.

Recordo grandes discussões tidas com directores de informática que, quando lhes oferecíamos sistemas não MS, mas muito mais adequados e fiáveis para as aplicações críticas em causa, diziam que tinham decidido que a sua política era “tudo MS” e ponto final.


Continua...