O Siresp português, desde a sua génese e a imposição de uma
tecnologia obsoleta à partida, que deu origem a uma única proposta, é um
“case-study. Proporcionará uma “masterclass” (desculpem lá o jargão) de como se
gastam dinheiros públicos sem critério nem racional. Alguém terá ficado feliz,
que não os contribuintes.
Além de ter sido caro, funcionava mal. Condições que não são,
naturalmente, mutuamente exclusivas, muito pelo contrário, sobretudo quando as
motivações principais são sacar dinheiro ao Estado.
Entretanto nacionalizado em 2109, nosso, esperava-se que o
folhetim indecoroso tivesse um fim. Na sequência da demissão de Ricardo
Carrilho, ficamos a saber que a empresa “Siresp” recebe 26 milhões de euros do
Estado e compra tudo feito por 15 milhões. Sobram 11 milhões de euros para
“gerir” essas compras!
Quando o secretário-geral do MAI pede ao ministro para
validar por escrito o óbolo, este, que parece não apreciar comunicações e
decisões registadas e escritas, demite-o.
Parece óbvio que amanhã nada irá mudar, até um dia em que
“Ai Jesus! Que desgraça!! Quem diria!!!”

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