18 outubro 2026

Desordens sociais autoimunes


Doenças autoimunes são aqueles em que o organismo se baralha e erradamente identifica como inimigos as suas próprias células, atacando-as.

A sociedade ocidental por vezes apresenta comportamentos que evocam algum paralelismo. Certo que a nossa sociedade não é perfeita, pode ser melhorada, mas está assente em fundamentos que a tornam bastante superior às demais, em termos de prosperidade e felicidade dos seus cidadãos. Se alguém discorda, que apresente um exemplo alternativo concreto. Quando os próprios cidadãos, deles beneficiários, decidem atacar e tentar destruir esses fundamentos, estão a replicar o comportamento das doenças autoimunes.

Nestas recentes manifestações pode haver algum fundamento nas reivindicações e algumas boas intenções, mas as práticas são absolutamente incoerentes e inaceitáveis, como com o que está a acontecer em França. Na imagem o edifício histórico da Câmara de Limoges em fogo, apenas um exemplo. Isto é remédio para quê, destruir indiscriminadamente bens públicos e privados da própria sociedade?

Fugindo ao paralelo e indo às causas, existem duas razões potencialmente cumulativas. Uma é o “ser contra”. Com mais ou menos fundamento ou racionalidade há quem entenda ser necessário mudar. Nada contra, desde que num quadro esclarecido, com o objetivo de melhorar e não simplesmente destruir.

Em complemento, temos o patrocínio e influencia de outros modelos sociais, esses sim efetivamente hostis, que conseguem influenciar as boas e/ou inocentes vontades para desestabilizar e enfraquecer a nossa sociedade. Para aqueles que “compram” as virtudes destes modelos alternativos, sugiro que por lá se instalem três meses e tirem as respetivas conclusões. Para as mulheres, três semanas já será suficiente.

Sem comentários: