Acabaram os abarracamentos selvagens protestativos nos centros das cidades. Não lhe repito o nome do título, já que não é palavra portuguesa e no seu étimo está a palavra campo, coisa com a qual, nos tempos atuais, não se pode classificar as praças em causa. Certo que temos o Campo 24 de agosto no Porto e o Grande em Lisboa, mas isso é outra conversa.
Fiquei muito desiludido. Tinha planeado promover um na praça
Velasquez em protesto pelas deficiências no SNS e o meu vizinho estava a pensar
noutro na rotunda da Boavista contra o preço dos combustíveis. Garanto que se
for pela rua abaixo consigo encontrar motivações para ocupar todas as praças da
Invicta e os “poderes” só precisam de as infraestruturar minimamente para a
função. Proporcionar água corrente, fria e quente, chuveiros, sanitários e
tomadas elétricas para carregar os telemóveis. Recolha seletiva do lixo gerado
pelos ambientalistas também é necessário; o ambiente agradece. Campismo
selvagem no meio da serra do Gerês é proibido, mas se houver ribeiro ao lado o
pessoal ainda se safa. No centro das cidades é impossível “acampar” com um
mínimo de condições, mas não podemos cair em tiques ditatoriais e fascistas de
limitar o direito à contestação.

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