Quando foi acusado e julgado Isaltino Morais era maçom.
Naturalmente que a organização não pode ser responsabilizada por todos os
desvarios dos seus membros. Diz-se que, no passado, houve até anjos caídos em
tentação, se bem que Isaltino nunca teve muita pinta de anjolas.
O curioso é que após a sua libertação, após descontos e
benesses várias que aligeiram a conta, ele terá sido rapidamente reintegrado na
organização e reassumido funções de liderança. Conta Catarina Guerreiro no
livro “O Fim dos Segredos” que esse processo até foi mais discreto do que o
habitual nos padrões da organização, dado que muitos maçons se opunham à
rapidez do processo.
Como dizem alguns, “Vá-mo-lá-ver…”. Se o senhor foi passar
uma temporada à Carregueira por alguns enviesamentos no seu património
material, que existirá na sua riqueza intelectual e filosófica para justificar
os fraternais braços abertos maçónicos…?
A sua popularidade e aceitação na mui instruída Oeiras
ficará por um genérico “Roubo, mas faço” ou algo mais específico como “mas faço
obeliscos e triângulos…”? Não sei, mas pagava para saber…
“Diz-me com que andas…. “ e depois não se queixem de que têm
uma má imagem.

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