18 maio 2026

A extraordinária URSS


Por estes dias o nosso extraordinário PCP lembrou que “A União Soviética, infelizmente que há muitos anos terminou, infelizmente, porque de facto foram anos extraordinários para o povo”. Por estes dias celebrou-se o final da II Guerra Mundial, onde a URSS esteve do lado dos vencedores.

Aqueles que querem a todo o custo encontrar algum mérito no período soviético, descontando o anterior terror estalinista e a posterior repressão na Europa de Leste, realçam a sua participação e generoso esforço material e humano despendido nessa guerra, do lado “certo”.

No entanto…  Em agosto de 1939, Estaline apertava a mão ao nazi Ribbentrop (imagem), escassos dias antes das tropas alemãs entrarem na Polónia pelo Oeste e a URSS a seguir os imitarem pelo Leste. Até Hitler decidir entrar na URSS em 1941, os partidos comunistas europeus viam até com alguma simpatia o regime nazi.

No final da guerra, enquanto a Oeste, Eisenhower deixa a primazia da entrada em Paris a Leclerc, simbolicamente permitindo que a capital de França fosse libertada por franceses, na Leste, na aproximação a Varsóvia, quando a resistência armada polaca cresce, os blindados soviéticos param e aguardam cinicamente. Ter os resistentes polacos massacrados pelos alemães era trabalho em avanço, dispensando os soviéticos de precisarem de fazer mais tarde.

O esforço de resistência clandestina polaca foi talvez daqueles com maior dimensão e organização, mas no final perderam de novo. O “mundo livre” deixou-nos sob a pata de Estaline.

Ainda estou à espera do detalhe do que foram os anos extraordinários da URSS. Talvez os polacos possam ajudar.

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