27 maio 2026

O Schmidt e os vroumms (II)

 Começou aqui

Não ganhamos? Como assim? Então, o vosso procedimento…!? Explicou o Schmidt que, sim, pois, mas a diferença de preço era muito pequena, ele até a poderia pagar do seu bolso, e o futuro responsável do sector em Palmela, atualmente em Valencia, diz que prefere o outro fabricante que lá forneceu (por coincidência alemão). Vrouum para Bruxelas, voo para Madrid e vrouum para Valencia com o nosso homem local, Jesus Garcia, para tentar mudar as ideias ao espanhol renitente.

Este, muito simpático, frontal e acessível, informou que não estava ainda decidido que viria para Palmela e quanto ao sistema lá montado, que nos mostrou, tinha tido muitos problemas de infância, que foram corrigidos, e que funcionava, sem mais. De forma nenhuma estava rendido. Pude verificar que os alemães tinham arriscado em algumas soluções que não tinham funcionado à primeira, tendo necessitado de vários remendos.

Regressado a Bruxelas, vroumm até Colónia para informar o Scmidt de que por ali não havia problemas. Acrescentou que havia um problema na integração com o sistema de gestão de produção. Deu-me o contacto do freelancer americano que tratava do tema e apanhei-o na fábrica Ford de Genk, mais ou menos a meio caminho entre Bruxelas e Colónia. Vroumm até lá para explicar o que tínhamos previsto e que ele validou. Curiosamente acho que na altura eu já tinha o Mondeo MK1, produzido naquela fábrica, que fechou depois em 2014. O Mondeo passou de lá para Valencia…

Entretanto, dentro da política monetária em vigor na época, o escudo tinha desvalorizado, o que aumentaria a diferença entre o nosso preço e o do alemão.

Vroumm até Colónia para explicar ao Schmidt de que por ali não havia problemas. Então disse-me que a equipa de automação tinha encontrado um problema na nossa proposta. Quando lhe pedi os contactos, respondeu que já chegava, não mos dava e assunto encerrado. Encerrado mesmo? Nem tanto.

Como mais ou menos na mesma altura disse o Diretor Técnico de um grande grupo alemão que tentávamos convencer: Isto não é coisa que se compre em Portugal!

Continua...


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