Dizem que se deve recear fortemente os vivos que não conseguem
respeitar e dignificar os seus mortos. No caso do falecimento de Carlos Brito,
histórico e destacado militante do PCP, a reação do partido é efetivamente assustadora.
A imagem acima publicada, “A pedido de vários Órgãos de
Comunicação Social”, (apenas saiu a pedido?), é de uma confrangedora miséria humana.
Obviamente que podemos discordar das suas posições, antes e
depois do seu afastamento do partido, mas alguém que durante tantas décadas se dedicou
a uma causa, merece ser respeitado e enaltecido por aqueles a quem ele consagrou
tão intensamente o seu esforço e uma grande parte da vida.
Tinha razão quando assumiu a rutura? Talvez tivesse, mas especialmente
neste momento isso seria um episódio que não deveria apagar o reconhecimento
sincero e espontâneo do partido por tudo o que antes ele fizera.
O PCP é realmente um partido que assusta.
Original aqui

Sem comentários:
Enviar um comentário