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09 setembro 2018

Sigam o líder

Em 2013 a Sony lançou uma coisa nova e revolucionária, uma família de máquinas a sério, de sensor “full frame”, sem espelho: as famosas A7, declinadas em três versões e hoje na terceira geração.

Os Canikon, que já tinham dada pouca importância ao “sem espelho” para sensor intermédio APS-C (a Nikon ignorando-o mesmo de todo), continuaram a promover as vantagens do espelhinho, uma peça móvel, que ocupa espaço, que coloca problemas de calibração de focagem, mas que permite ver o cenário ao vivo, como muito gente não dispensa.

Respeitando gostos e opiniões, com os visores eletrónicos atuais e ultrapassadas algumas questões tecnológicas iniciais, preferir hoje o visor ótico, muito menos flexível e informativo, pela “sensação” de ver, para mim é como defender arrancar o motor de um automóvel com manivela em vez de motor de arranque, porque assim se sente melhor quando ele pega…

Estes dias, com um intervalo apenas de duas semanas, os Canikon apresentaram finalmente as suas famílias “espelholess”, apenas 5 anos depois do líder. Obviamente que as famílias anteriores, com manivela, não desaparecem, até porque é aí que eles têm o seu mercado consolidado e também ainda não se sabe quanto vale mesmo na prática o desempenho das recém-nascidas.

Após tantos a menosprezar e a ignorar a inovação finalmente reconheceram e assumiram que os automóveis já não usam manivela.

03 setembro 2010

Afinal havia outra ...



Há uns tempos atrás eu queixava-me do anacronismo do espelho nas máquinas fotográficas de qualidade e dos preconceitos quanto ao mesmo por parte dos “profissionais”. Na altura, depois de algumas peripécias, acabei por comprar em saldo uma Olympus E3, que dizem ser profissional e, apesar de algumas nítidas melhorias e muitos mais botões, não me fez esquecer a velhinha Sony R1 e a sua Zeiss impecável.

Depois, quando vi o anúncio das Nex 3 e Nex 5, achei que a Sony tinha ouvido as minhas preces, mas enganei-me. Quando analisei melhor, entendi que essas Nex’s afinal são a outra coisa que também ainda não existia. Câmaras em tamanho pequeno com sensor de qualidade, tamanho grande (APS-C).

As reais sucessoras da R1, saíram agora. São as a Alpha 33 e 55 e sem compromissos. Têm tudo o que de vantagem tem uma “bridge” séria e até garantem aquilo que seria a “última” vantagem das reflex – a focagem por detecção de fase. Neste momento não há mais dúvidas. A Sony lidera e quem achar que o traque-traque do espelho móvel continua a ser fundamental, com todas as limitações que acarreta, está a trocar o racional pelo emotivo.

E uma reflexão: se a Sony lançou a R1 há 5 anos e demorou tanto a dar esta sequência, chegando somente agora que o assunto está na berra, porque será? Um palpite: a aquisição da Minolta e aquilo que em parte foi uma grande herança tecnológica terá sido ao mesmo tempo um banho de conservadorismo de que só agora se libertaram.

E a Canon e a Nikon que se cuidem.

E, se alguém quiser uma E3 + obj 12-60 de excelente qualidade a bom preço, o email está no perfil.

Nota: Foto extraída do site da Sony

24 maio 2010

Ouviram as minhas preces!




Aqui há uns meses atrás queixava-me eu das minhas desventuras ao procurar uma sucessora para a minha máquina fotográfica Sony R1 e em como eu achava ser possível e lógico ter uma máquina com sensor actual de tamanho decente, com objectivas intermutáveis (e monitor articulado...) sem precisar do anacronismo do espelho. Não encontrei.

Bom... parece que a Sony me ouviu ou antecipou os meus desejos. Ou então eu não serei assim tão raro. Aí estão fresquinhas acabadas de sair as Sony Nex-5/Nex-3 que parecem ser mesmo, mesmo, aquilo que eu queria: umas dignas sucessoras da minha R1 que sempre foi precursora de qualquer coisa. Talvez tivesse é saído demasiado cedo para os preconceitos culturais do meio fotográfico.

Eu já devia ter imaginado que a Sony não me deixaria ficar mal.