Das primeiras vezes que ouvi Jorge Palma, achei algo estranho nas suas letras. Ao contrário daquelas redondinhas que quando começam já se sabe onde e como acabam, ele parecia esticar as frases, como se tivesse sempre e ainda algo mais dizer, para lembrar, para gostar.
Jorge Palma é um daqueles criadores intemporais que quando o
ouvimos contar a vida dele, ouvimos também a nossa.
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar; a gente vai continuar.

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