Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens

10 fevereiro 2016

E o Carnaval?

Pois é, já passou. Já estamos nas cinzas. Do Carnaval mesmo, genuíno, recordo-me de na infância sair pela rua com os meus primos a “correr o farrapão”, não esfarrapados mas pouco menos. Havia também uma tradição na grande família de organizar um “assalto” a casa de um feliz contemplado em cada ano… Entrava toda a gente mascarada e os anfitriões forçados lá tinham que se esforçar para identificar quem é quem. Mérito para os últimos a serem reconhecidos, já quase pelo princípio da exclusão de partes.

Mais tarde, foi uma data que, juntamente com o S. João e a Passagem de Ano, constituía a “troika” das festas de garagem. A data servia de motivo e de desculpa, sem uma entidade característica muito marcada.

Acredito existirem terras e pessoas para quem esta festa tem e terá um significado forte e profundamente enraizado na sua cultura e identidade coletiva. Assim seja… No entanto, há um carnaval que não me agrada: o do espetáculo pelo espetáculo, o dos corsos gelados e pingados pela inversão das estações do ano entre o local origem e a triste cópia. Tão pouco gosto da festa “obrigatória” nas escolas para os pequenos (a minha fantasia é mais chique do que a tua…), que até já importaram uma tal de “Halloween” que nunca conheci.

Como não crente, até estou muito à vontade para o dizer: sendo o Carnaval o adeus à carne antes da quaresma, acho que quem não a faz, também não o devia celebrar…

PS: E não é que em 54 000 fotografias arquivadas, aparentemente não encontro nenhuma que de carnaval? A semana santa de Braga, também serve…

28 junho 2012

Politicamente correcto

Nenhuma empresa politicamente correcta que se preze apresenta uma imagem institucional com pessoas sem incluir representação de minorias. Um anúncio de um seguro, de um produto financeiro, ou de outra coisa qualquer também tem que ter o seu colorido… Penso que até haverá associações e outras confusões que se dão ao trabalho de vigiar a devida representatividade das minorias nos alvos potencialmente racistas. Falha-me a memória mas já vi um protesto do tipo… não sei se pela Playboy ter uma percentagem excessiva de louras, mas algo do género…

No S. João de Braga - e chapéu se tire aos seus bispos e demais clérigos que ao longo do tempo conseguiram incluir uma muito pia procissão na festa do solstício do Verão, para esta não ser santa apenas de nome - apareceu-me um gigantone… preto! Confesso que não sou especialista no tema, mas não me lembro de ter visto alguma vez um gigantone assim colorido… Está bem, está de acordo com os tempos e fico à espera que, para o ano, corrijam a falha grave de não terem apresentado nenhum com feições asiáticas…!

23 junho 2006

O direito de nascer



Na discussão sobre o fecho das maternidades, Barcelos e Santo Tirso, pelo ridículo e pelo ruído criado, ajudaram e em muito a tarefa ao ministério da saúde evitando uma avaliação séria do assunto. Como se pode apelar ao “direito de nascer em Barcelos” se Braga está a 15 km e com auto-estrada!? Situação muito idêntica à de Famalicão para com Santo Tirso. Estas revindicações bairristas e populistas são absolutamente injustas e não solidárias quando comparadas com a situação global do país. Outra discussão deveria ter tido, por exemplo, Mirandela. É que 66 kms de IP4 são já, evidentemente, outra escala. E quantas mais situações destas existem no país inteiro? Qual o nível mínimo de “serviço público” exigível?

Ainda mais discutível é o caso de Elvas e Badajoz. Por muita aproximação formal e informal que exista, são dois países diferentes e aqui efectivamente pode-se exigir o “direito de nascer em Portugal”. A alternativa de Portalegre coloca esse direito a mais de 60 kms. De novo, é aceitável?

Os problemas encontrados com o caso do nado-morto em Badajoz mostraram duas coisas. Uma, é que não tinha sido prevista esta eventualidade. Mau sinal quando se prepara algo sem prever os casos excepcionais e prováveis. Demonstra ligeireza de análise. O outro é que existem diferenças de legislação e que o nascimento de uma criança não é o mesmo que atestar o depósito de combustível.

Será que, por este andar, num eventual esforço de racionalização, ainda poderemos ver Valença a usar os tribunais de Tuy ou o ensino secundário de Barrancos a passar para o outro lado da fronteira? Obviamente que não! Aliás, sintomaticamente, não me parece possível que em Espanha se aceitasse que os partos de Verín passassem um dia a ser feitos em Chaves.