Mostrar mensagens com a etiqueta Líbano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Líbano. Mostrar todas as mensagens

11 outubro 2024

Pobres libaneses


Pobres libaneses que nascendo no que outrora era considerado a Suíça do Médio Oriente, multicultural e livre, vivem hoje num país destruído, desestruturado e de frágil autoridade.

Pobres libaneses que se viram invadidos em 1970 pelos palestinianos da OLP, expulsos da Jordânia num “setembro negro”, após programarem assinar o rei anfitrião e aí tomar o poder. Seguiu-se uma desestabilização e uma guerra civil, cujas cicatrizes ainda não desapareceram.

Pobres libaneses que a seguiram viram instalar-se no seu país uma organização militar patrocinada e dirigida pelo Irão e que, sem ser controlada nem prestar contas às autoridades libaneses, mais não busca do que violência e destruição.

Podemos entender que os Palestinianos na Cisjordânia tenham capital de queixa pela presença e controlo israelita; mais difícil é entender que a faixa de Gaza, deixada tranquila por Israel desde 2005 queira reacender a sua guerra, mas o Hezbollah? Que argumentos tem para estar há um ano a tentar massacrar o norte de Israel? Ainda por cima, sendo xiitas que ainda não há muito tempo lutavam ferozmente na Síria contra a família sunita onde se enquadra e se alimenta o Hamas?

Que, depois de um ano de ameaças e assédio, consideradas “normais” por uma certa comunidade internacional, agora Israel se defenda proactivamente, é de súbito um “ai Jesus”, que estão a escalar a guerra…?

Podemos e devemos questionar a estratégia de Israel em Gaza, mas que contra-ataque quem o ataca a partir do Líbano sem outra razão nem objetivo que não seja a sua destruição, deveria ser mais difícil de criticar.

Pobres libaneses que não os deixam viver em paz no seu outrora belo país, entre os seus cedros.

27 outubro 2023

Estado palestiniano, onde se perdeu?


Dentro das reivindicações atuais de apoio ao povo palestiniano, está naturalmente a criação de um Estado autónomo. Convém descartar desde já aquela rimazinha do “From the river to the sea, Palestine will be free” porque, como é óbvio, o Estado de Israel não vai desaparecer dali, por muito que seja a vontade e atitude beligerante dos radicais.

Neste discurso aponta-se Israel (e o colonialismo, já agora) como o responsável da não existência de estado palestiniano, mas se calhar não é bem assim. Durante largos séculos aquela zona esteve integrada no Império Otomano, não sei se se pode chamar colonização, mas pelo menos não era a “maléfica”. No séc XX, entre as duas guerras, o território foi administrado pela Inglaterra, algumas décadas, mas nunca foi Estado.

Após a II Guerra a ONU decretou uma partilha entre árabes e judeus e… estes desataram imperial e arrogantemente a apropriarem-se do que não deviam? Não, ao contrário. Os palestinianos, ajudados pelos seus vizinhos egípcios, jordanos, sírios, libaneses não aceitaram o estado judeu e declaram-lhe guerra. Face à desproporção de recursos e população, parecia que os judeus acabariam mesmo atirados ao mar… mas não, Israel ganhou e ganhou algum território.

No final desta guerra os judeus instalaram-se na parte israelita da palestina e consolidaram o seu Estado. Ocorreu algo equivalente do lado árabe? Criaram e consolidaram um Estado na parte da Palestina que continuou árabe? Não. Os seus amigos jordanos ocuparam a Cisjordânia e os egípcios a faixa de Gaza, mantendo os palestinianos como uma espécie de refugiados na sua “terra”. Porquê? Para manter a pressão sobre Israel? Não sei. O que é certo é que durante duas décadas, até 1967, foram os países árabes que impediram a criação de um Estado Palestiniano e aquela parte do mundo teria sido muito diferente se a famosa solução dos dois Estados se tivesse consolidado naquele momento… !

Mais tarde, haverá outra nova tentativa de destruir Israel, em 1967. Israel ganhou, ocupou mais território e mais complicado ficou.

08 dezembro 2017

Afirma Shalom


Afirma Shalom que o Trump é um tonto, que não sabe o que faz, mas que já não há pachorra para tanta palestinofilia. Afirma Shalom que os territórios ocupados por Israel o foram na sequência de una guerra começada e perdida pelos outros. Muito longe de ser caso único na história da humanidade, como a Europa central pode testemunhar.

Afirma Shalom que os demais árabes inicialmente deixaram os palestinianos perder, para depois a sua ajuda solidária poder ser cobrada com mais valia. Correu mal porque, em tantos dias quantos o Senhor criou o mundo, o seu país acabou com essas veleidades.

Afirma Shalom que, se quisermos ir à história, Jerusalém do rei David é muito mais judaica do que muçulmana, religião nascida a 1500 km de distância e cujo fundador apenas visitou a cidade em sonhos, teletransportado.

Afirma Shalom que já não há pachorra para tanta infantilidade daqueles ocidentais, inimigos acérrimos do tudo o que é imperialista e capitalista, solidários pouco seletivos de toda a causa terceiro-mundista e sempre disponíveis para o proclamarem e partilharem em iPhones e iPads.

Afirma Shalom que deviam viver um mês em cada país da região e a seguir formarem uma opinião. Para mulheres, bastaria uma semana.

Afirma Shalom que já não há pachorra para tanta belicosidade e martiriofilia do Hamas, sempre mais disponível para gastar as ajudas recebidas em rockets do que em escolas e hospitais.

Afirma Shalom que eles não sabem ou não querem viver em paz. Quando perderam a guerra com Israel foram para a Jordânia e tentaram matar o rei hospedeiro. Foram corridos para o Líbano e assim começou o fim da “Suíça do Oriente”.

Afirma Shalom que o Trump é um tonto, que não sabe o que faz, e que tem más companhias, mas fazer um caso mundial e pretender uma guerra por esta coisa do estatuto de Jerusalém é coisa de quem gosta mesmo muito de guerra.

Não concordo com tudo o que ele diz, mas ...

13 novembro 2017

Ele saberá o que faz?


“As sauditas autorizadas a conduzir” – “Não entendo como não o consegui ver!”, do jornal Argelino “El Watan”. Esta caricatura às incoerências de algumas modernizações pode servir de alegoria para as mudanças promovidas pelo princípio herdeiro, dito MBS, na Arábia Saudita. Ele está a mudar coisas, mas saberá o que faz? O príncipe quer mandar, no país e na região. No país, prendendo, recentemente invocando luta contra a corrupção, opositores reais ou potenciais e contestatários. Pretende e decreta que o ambiente de negócios não se altera com estas arbitrariedades. O futuro o dirá.

Na região, não há forma de o acalmar. Há dois anos e meio que o Iémen é pilhado por uma guerra brutal e sem mais consequência ou objetivo do que destruir. Não há nada previsto ou em curso para (r)estruturar o dia seguinte. São deixadas zonas destruídas sem lei, ótimos viveiros e escola para formação e desenvolvimento de grupos terroristas. Provavelmente não haverá país mais martirizado neste momento com fome, carências de todo o tipo e a sofrer uma grave epidemia de cólera. Supostamente, o novo poder é apoiado pelo Irão, coisa inaceitável para os sauditas. Depois de tanto bombardeamento indiscriminado, receberam um míssil de volta, coisa considerada inaceitável?!

O Qatar não é flor que se cheire, mas o bloqueio inventado não faz sentido nenhum, que não seja uma birra de quem (quer) manda(r) aqui sou eu.

Na Síria, a batalha regional entre o eixo vertical sunita sul-norte e o eixo horizontal xiita este-oeste parece estar a resolver-se, com a ajuda da Rússia, para o lado xiita. Vamos então tentar quebrá-lo mais abaixo, pelo Líbano. Um fantástico país, com uma história riquíssima, onde se terá desenvolvido provavelmente a mais brilhante civilização do Levante Mediterrâneo, de gente educada e culta, que há uns tempos era considerado a Suíça do Oriente… As suas desgraças começaram quando os palestinianos foram expulsos da Jordânia por mau comportamento. A partir daí, entre palestinianos, israelitas e pró-iranianos, nunca mais teve sossego.

O seu primeiro-ministro, aparentemente de consensos, foi a Riad, demitiu-se de lá e nem regressou ao seu país. Especula-se que terá sido a isso forçado pelos sauditas e que se encontra retido, contra a sua vontade. Entretanto, estes sobem o tom e as ameaças contra os pró-iranianos do Líbano.

Em conclusão, MBS está a pôr a região toda a ferro e fogo e adivinhem quem lhe dá palmadinhas nas costas de pleno apoio? O Mister Trump! Neste momento, o não eclodir de mais violência na religião depende de … Israel.

02 agosto 2017

Um gosto

Já contei aí para trás como conheci a escrita de Amin Maalouf e o prazer que ela me dá. Desta vez foi o “Rochedo de Tanios”, que estava numa lista de espera com mais dois do mesmo autor.

De novo no Levante (Mashrek), apenas com um pequeno desvio por Chipre, não é um livro de grandes viagens como “O Leão Africano” e muitos outros do escritor. Situado na primeira metade do século XIX, está focado na terra de Maalouf, nas montanhas do Líbano, disputado entre Otomanos e Egípcios, com as potencias europeias numa “espreita” ativa. E com homens e mulheres, ricos de fraquezas, perdidos nas suas grandezas e suficientemente imprevisíveis para serem humanos.

Uma terra, ontem e sempre, charneira entre o Norte e o Sul do Médio Oriente, demasiado fraca para se impor e demasiado forte para sucumbir.

Por estes lados, ao olhar por binóculos para lá, é comum generalizar aqueles outros como árabes e muçulmanos, mas a realidade é muito mais rica. Os livros de Amin Mallouf ajudam bastante a entender essa riqueza, para lá da religião e dessa suposta monto-etnia derivada da pretensa superioridade e obrigatoriedade de se ser descendente do profeta.

Cá para mim, acho que um dia tenho que ir ao Líbano. Não que por lá exista um rochedo de Tanios, de onde se possa ver uma apelativa nesga de mar, mas porque ir conhecendo uma nesga da cultura daquele Levante, é apelo que chegue e:

“O destino passa e repassa por nós, como a agulha do sapateiro passa através do couro que ele trabalha”.

Derivando um pouco: há sempre (temos que ter sempre) lugares especiais onde se “decanta a alma”. Os rochedos (penedos) prestam-se bem a essa função. Por acaso, há umas dúzias anos que “tenho” um, nas montanhas, o da Lapa.

28 julho 2016

Pior do que antes

Se não faltam no Médio Oriente, guerras com forte componente religiosa/comunitária, podemos questionar porque é que, por exemplo, a guerra no Líbano de 1975 a 1990, até com envolvimento direto do diabolizado Estado de Israel, não provocou uma mobilização da comunidade muçulmana europeia como agora com a Síria? Por não haver internet… nem “Al Jazira”? O facto é que hoje, na Europa, o nível de radicalização em abrangência e em intensidade é indiscutivelmente maior do que há 20-30 anos, quando as chamadas feridas da colonização estariam supostamente mais vivas. Quem é responsável por isto? Penso que muita gente no Islão e para lá dos marginais declarados ou encapotados.

Para não deixar a coisa no abstrato deixo um nome: Youssef Qaradawi. Não é único mas é significativo e suficiente. É fácil encontrar citações deste senhor carregadas de ódio e apelos à violência. Durante anos foi uma vedeta da rede de televisão Al Jazira e convidado para palestras em França, daquelas em que se debate o direito do homem bater na mulher, pela UOIF, uma importante e poderosa federação de associações muçulmanas, “próxima” da Irmandade Muçulmana. Hoje ele está proibido de entrar em França, para grande pesar do anfitrião, mas as suas ideias não. Segundo Ahmad Jabbalh, presidente da UOIF na altura da proibição, o “sábio Youssef Qaradawi” é « um homem de paz e de tolerância que trabalha para a abertura e a moderação e cujas posições foram sempre no sentido da justiça e da liberdade dos povos, exercendo uma influência positiva no mundo muçulmano” e “a proibição apenas fará aumentar o ressentimento e o sentimento de exclusão da comunidade muçulmana”.

Um ressentido e excluído querer partir para a Síria ou pegar numa grande faca e desatar a degolar inimigos da fé, não é uma consequência direta dos pregões dos Qaradawis e companhia e da brutal hipocrisia e manipulação destas organizações, mas que ajuda, ajuda…

19 julho 2016

Amin Maalouf

Descobri este escritor libanês por acaso há uns anos numa livraria de Argel, quando por lá vivia. Com ou sem acaso eram edições particulares e únicas: havia páginas fora do sítio e até algumas em branco. Os franceses reclamam-lhe parcialmente a nacionalidade, mas a tinta dele é do levante mediterrânico, o Mashrek, sem margem para dúvidas.

O título mais apelativo para os curiosos será provavelmente “As cruzadas vistas pelos árabes”, mas foi a viagem pela Pérsia antiga e recente da “Samarcanda” que me revelou o encanto da sua escrita.

É um escritor de viagens humanas na história. Os seus protagonistas atravessam e testemunham grandes acontecimentos da história, mas sempre com uma dimensão individual intelectual e emocional significativa. Assistimos ao desenrolar de choques culturais e religiosos, tanto à grande escala como no íntimo de cada um.

Pode ser no dobrar do século XV e início XVI, em “O Leão Africano”, onde um muçulmano vai de Granada a Roma, passando por Fez e Cairo; ou no século XVII, com “O Périplo de Baldassare”, do qual tive recentemente o prazer de virar a última página, onde um cristão do Oriente vai do Líbano a Génova, passando por Istambul, Izmir, Lisboa e Londres.

As religiões e as culturas cruzam-se, desafiam-se e dialogam. Não digo que isto seja especialmente necessário agora mais do que nunca, mas seguramente agora e sempre. Este nosso Mediterrâneo, entre o levante (Mashrek) e o poente (Magreb), pode estar a viver muitas desgraças, mas a pujança cultural do que nasceu nas suas margens não morre.

17 novembro 2015

Hipocrisia e culpa?

Como não é fácil encontrar algum tipo de atenuantes ou pseudo-justificações para o que aconteceu em Paris no passado dia 13, os habituais “contrários/do contra”, lá tiveram que vir dizer qualquer coisa contra a solidariedade manifestada cá na Europa, pelo que aconteceu na Europa.

Porque no dia anterior ocorreu algo idêntico no Líbano, com pouco destaque, quase que ignoramos as situações recorrentes na Nigéria, etc… esta solidariedade tem algo errado… Sinto-me à vontade para contestar, até porque não são poucas as vezes que tenho recordado por aqui as enormes tragédias pouco mediatizadas. De facto, nenhum homem é uma ilha e, continuando com a imagem de John Donne, os sinos quando dobram é por todos nós.

No entanto, é óbvio e inevitável sentirmos muito mais a morte de um familiar do que a de alguém desconhecido do outro lado da planeta. Em Beirute raros já lá estiveram e poucos terão uma ideia de onde fica exatamente. Por Paris, muitos já lá passaram e não falta quem aí tenha amigos e família. O choque é certamente maior. Que esse choque não faça esquecer os outros dramas do mundo, é uma coisa; que se invoque a esse propósito “hipocrisia”, condenando e até culpabilizando uma reação solidária genuína é que… valha-nos a razão!

14 dezembro 2006

Reconstrução no pós-guerra



Sempre me intrigou a dinâmica das reconstruções nos pós-guerra. Em situação normal, a construção de uma simples ponte, por muito óbvia que seja a sua necessidade, é longamente ponderada até ser decidida e serem afectados recursos para a sua realização. E isto com todas as condições “ideais”: tempo para planear a solução, para fazer o projecto, para consultar empreiteiros, para negociar, para construir num prazo razoável, com fiscalização adequada e tudo o mais que permitiria, em teoria, uma óptima utilização dos recursos utilizados.

Numa situação de pós-guerra, há pontes, estradas, portos, aeroportos, escolas, habitações, infra-estruturas de energia, de água e sei lá que mais a reconstruir. Numa dinâmica “normal” levaria anos e anos a realizar o equivalente a todas essas empreitadas. Num pós-guerra é muito mais rápido, apesar de, teoricamente, as condições não serem ideais. Qual a diferença? A urgência e a necessidade galvanizam as vontades ou simplesmente se injectam recursos brutalmente?

Voltei a reflectir neste tema recentemente ao ver partir o contigente de Engenharia Português que foi ajudar a reconstruir o Líbano. É verdade que há lá muitas pontes para reconstruir. No entanto, muita da destruição de infra-estruturas no Líbano não foi parte daquelas “inevitabilidades bélicas”, mas mais um capricho de Israel de demonstração de força, sem correspondente justificação militar. Evidentemente que o Líbano necessita de ajuda da comunidade internacional e tudo o que seja feito para estabilizar aquela parte do mundo é pouco, mas nós também temos cá muitas pontes para fazer e, principalmente, para consolidar. Porque raio vamos nós reconstruir aquilo que uma “birra” de Israel destruiu?


Imagem googleada de swissinfo.org

20 julho 2006

Um C-130 para a fotografia?



Citando a Lusa de ontem: O Governo português enviou um C-130 para o Mediterrâneo para participar no "processo de repatriamento" dos portugueses residentes no Líbano, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Um C-130 já "está na zona" e vai agora andar, "entre Creta e Chipre" a participar no "processo de repatriamento dos portugueses que manifestaram desejo de abandonar o Líbano", afirmou Luís Amado.

Se eu bem entendo não se consegue sair do Líbano de avião nem é fácil por via terrestre. Tem que se sair de barco e o destino mais “à mão” é a ilha de Chipre, mesmo ali em frente. Aliás, ainda me recordo que, nem sei como, quando estava em Limasol, o meu telemóvel “via” uma rede libanesa! Daí, em plena tranquilidade, só entre a Cyprus Airways e a Olympic Airlines, há cerca de 8 voos diários do aeroporto de Lanarca para Atenas. A somar obviamente aos outros destinos regulares e aos inúmeros charters turísticos.

Será menos provável que a ligação por barco chegue a Creta, bastante mais afastada, mas, neste caso, só da Olympic Airlines, existem mais de 6 voos diários de Heraclion para Atenas.

Portanto, para fazer regressar a Portugal quem está em Chipre ou Creta, deveria ser suficiente fazer umas reservas nas carreiras existentes e que operam normalmente. Que vai andar o nosso C-130 a fazer “entre Creta e Chipre”. Foi para lá só para dizer que algo se fez? Pode-me estar a escapar qualquer coisa mas, como contribuinte, gostava de conhecer o relatório final da actividade desenvolvida nesta missão.

Complemento em 21/7

Diz o jornal que o primeiro voo do C-130 chegou a Lisboa com 13 passageiros. Afinal não ficou só entre Creta e Chipre. Fica só a dúvida se não teria sido mais cómodo e mais barato que essas pessoas tivessem voado nas linhas regulares...

Foto do C130 extraída do site do EMFA