Ouvimos e reouvimos apelos e anúncios do Governo, clamando pela redução da sinistralidade rodoviária, incluindo agravamento das penalidades para os infratores. Não podemos deixar de recordar a imagem do Primeiro-Ministro, apresentando-se em filme publicitário sem cinto de segurança. Um pequeno detalhe, mas que vale bastante.
O à-vontade demonstrado evidencia ser um hábito. Quem tem o
costume consolidado de colocar o cinto, estranha instintivamente a sensação de
se deslocar sem aquela amarra. Especialmente ao produzir um filme que será
publicado, é sintomático esse reflexo não ter atuado. Temos, assim, um PM para
quem as leis da estrada são dispensáveis? Já o tínhamos sabido relativamente
aos (não) limites de velocidade que se costumam aplicar à casta governante.
Se o ridículo era grande, Miguel Guimarães conseguiu ainda
aumentá-lo, ao tentar explicar e desculpar, argumentando que o veículo estaria
meio parado. Recomendo-lhe fortemente uma consulta urgente a um seu colega
oftalmologista. A menos que o conceito de “meio parado” fosse que a parte
esquerda do veículo, onde estava Montenegro e o motorista, estivesse em
movimento e a parte direita eventualmente parada. Algo um pouco irrealista e
inviável, é certo, mas como já estamos habituados a “histórias da carochinha”…

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