Sei que não estamos na altura de discutir este assunto, mas relativamente à estação TGV planeada para Gaia, se, em vez de Santo Ovídio ou Vilar do Paraíso, ela não existisse de todo?
Um TGV vale pela rapidez da viagem e as suas paragens devem ser
muito limitadas. Fará sentido existir uma segunda paragem a cerca de 5km de
Campanhã, num contexto completamente coberto por transportes públicos,
incluindo metro? Indo aos exemplos de fora, em Paris, na saída para sudoeste,
Nantes e Bordéus, a primeira possível paragem dos TGVs é em Massy, a mais de 15
km. Na saída para sul, para Lyon, a maior parte das circulações são diretas,
algumas eventualmente parando no aeroporto de Lyon, também a mais de 15 km da
estação do centro da cidade.
Com este critério, a paragem Porto-Sul do TGV ficaria para
os lados de Espinho… O argumento de que as estações fora dos centros não
funcionam, aplica-se certamente às que nascem entre beterrabas, pretendendo servir
uma cidade 20 km acima e outra 30 km abaixo. Não é o caso da malha urbana em
causa.
Uma estação em Gaia não será feita para servir os moradores
da sua Avenida da República. Esses, que são poucos para a justificar, até têm
linha de metro para irem até Campanhã. Os outros virão do Sul e, mesmo
excluindo os egoístas que querem chegar em viatura própria, muitos precisarão
de aceder por meio rodoviário, seja táxi, TVDE ou autocarro. Para esses, Santo Ovídio
já é um calvário e pior ficará.
Sem questionar o trabalho e a competência da APA, uma
decisão desta natureza não deveria estar dependente da sua palavra final. Na
minha opinião, se não hã alternativa a Santo Ovídio, esganada à superfície e entalada
na profundidade, mais vale não fazer.

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